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Governo aguarda "melhores condições" para lançar oitava fase de privatização da EDP

Depois de ter recebido poucas manifestações de interesse numa sondagem que precede a oitava fase de privatização da EDP, a Parpública veio esclarecer que continua a preparar a operação.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 14 de Dezembro de 2010 às 10:29
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A agência que gere as participações do Estado nas empresas diz que "mantém a intenção de lançar a operação muito proximamente" e "ao preço e ao valor (...) que os activos mereçam".

No seguimento da tentativa falhada de colocar 4 a 5% do capital da EDP no mercado, através de obrigações convertíveis em acções, a agência que gere as participações do estado diz que continua a preparar a próxima fase de privatização da eléctrica. O comunicado surge em resposta à notícia de um adiamento da oitava fase de reprivatização da cotada.

A Parpública “desenvolve regularmente contactos com Instituições bancárias e financeiras para efeitos das operações de mercado que lhe cabe promover”. Esses contactos são, ou podem ser, “meras acções de prospecção” relativamente ao interesse em operações de privatização”, refere.

Contactos esses que não devem ser entendidos “como condição para lançamentos ao mercado, caso não se verifiquem as condições” pretendidas para a emissão, que são definidas antes do lançamento da operação. Este comunicado de esclarecimento surge em resposta à notícia de que a Parpública efectuou uma sondagem de interesse do mercado nas obrigações convertíveis da EDP, num montante de 4% a 5% do seu capital, e em que recebeu poucas manifestações de interesse e a preços baixos.

Uma notícia que o Negócios apurou e que poderá atrasar a oitava fase de privatização da eléctrica, em que se pretende alienar uma participação de 10% dão seu capital, equivalente a 980 milhões de euros.

“A próxima operação de privatização da EDP encontra-se, por isso, em preparação, sendo apenas lançada quando forem reunidas as melhores condições de mercado para o efeito”, diz hoje a Parpública em reacção à notícia.

A agência do Estado “mantém a intenção de lançar a operação muito proximamente, entendendo que o programa de alienação de activos deverá ser levado a cabo ao valor que os activos mereçam”, sintetiza em comunicado. A agência garante assim, “acautelar” o interesse financeiro e patrimonial da empresa e do Estado, enquanto accionista.

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