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Governo elimina vantagens de ensino recorrente para corrigir "injustiça" no acesso ao Superior (act.)

Os alunos do ensino recorrente vão ter de fazer os mesmo exames de acesso ao ensino superior do que os alunos da via normal do secundário, aprovou hoje o Conselho de Ministros. Objectivo é impedir "injustiça" que leva alunos a "obterem posição ilegitimamente mais vantajosa no acesso ao ensino superior".

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 12 de Janeiro de 2012 às 16:41
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Já não vale a pena estudar no ensino recorrente para conseguir ter o acesso facilitado à universidade.

O Governo eliminou a possibilidade de os alunos com o ensino secundário já concluído ingressarem no ensino recorrente apenas com o objectivo de obterem uma média mais elevada e ficarem, assim, em vantagem com os alunos que estudaram através da via normal do secundário.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros de hoje, os alunos do ensino recorrente que já terminaram o secundário passam a estar em igualdade de condições para o acesso ao ensino superior da mesma forma que os restantes alunos do secundário que não fizeram melhoria no recorrente.

“Vem corrigir-se uma injustiça, prevenindo a utilização desta via de ensino para uma finalidade distinta da que motivou a sua criação, nomeadamente o seu aproveitamento oportunístico para melhoria de classificação por alunos que já concluíram um curso de ensino secundário e, assim, obterem uma posição ilegitimamente mais vantajosa no acesso ao ensino superior”, assinala hoje o comunicado do Conselho de Ministros.

A 23 de Setembro, o “Público” avançou que pelo menos três alunos tinham ingressado no Superior com média de 20 valores em Medicina, média conseguida pelo ensino menos exigente do recorrente – via de ensino concebida para permitir uma educação para adultos num contexto escolar. Alunos esses que se tinham candidatado um ano antes com uma média inferior, depois de estudarem no ensino regular, e que, no ano seguinte, entraram com uma média mais elevada, depois de terem melhorado a sua média no recorrente. A notícia foi confirmada pelo Ministério da Educação e do Ensino Superior.

Na sequência da notícia, o ministro da Educação, Nuno Crato, pediu uma inspecção aos casos em que alunos do recorrente que já tinham estudado antes na via regular entraram em cursos superiores de Medicina, afirmando que “sempre que há perversões devem ser corrigidas”.

Agora, segundo o ministério, para os alunos que já tenham terminado o secundário, por via regular, e que depois ingressem ao recorrente para obter uma média mais elevada, só a classificação dos exames vai contar para o acesso ao ensino superior. Não se tem em consideração a média interna conseguida no recorrente.

Para os alunos que entrem no ensino recorrente sem terem estudado na via normal do ensino secundário, a classificação que será tida em conta é a classificação interna e a nota dos exames nacionais.

A alteração hoje anunciada "será aplicada já aos alunos que pretendam prosseguir os seus estudos no próximo ano lectivo", indica um comunicado enviado às redacções pelo ministério da Educação.

(notícia actualizada às 17h10, com informações de comunicado do ministério da Educação. notícia corrigida às 19h00 do dia 16)


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