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Governo espanhol baixa IVA na compra de casas novas e corta custos com saúde

A redução do IVA é uma medida temporária e tem como objectivo escoar o "stock" existente e reavivar o sector. Em conselho de ministros, o Executivo espanhol modificou ainda o pagamento do imposto sobre as empresas que facturem mais de 20 milhões de euros por ano.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 19 de Agosto de 2011 às 14:08
Segundo o "Cinco Dias", em conselho de ministros extraordinário, o Governo aprovou hoje medidas anti-crise através das quais espera injectar 2.500 milhões de euros extra para este ano, bem como mais 2.400 milhões de poupança mediante a obrigação de prescrever medicamentos mais baratos. Ou seja, quase 5.000 milhões de euros mais para os cofres do Estado.

Segundo a mesma fonte, o porta-voz do Governo, José Blanco, anunciou também uma medida excepcional e temporária: a redução do IVA de 8% para 4% na aquisição de casas novas e que estará em vigor até dia 31 de Dezembro.

"É um IVA super reduzido e esperamos que isso tenha consequências muito positivas no objectivo de reduzir o stock e de contribuir na reactivação do sector", disse José Blanco, citado pela Lusa, acrescentando que "há muitos locais (do país) onde há possibilidades de iniciar obra nova, por haver potencial procura, que não ocorre por haver grande stock o que limite o crédito para novos projectos".

Como exemplo, José Blanco explicou que na compra de uma casa de 200 mil euros, reduz-se o valor a pagar em impostos de 16 para 8 mil euros.

Segundo o "Cinco Dias", quanto à alteração do imposto sobre as empresas, apenas afectará as maiores. Aquelas que facturem mais de 20 milhões de euros anuais.

Quanto ao corte de gastos na saúde, irão reduzir 15% nos medicamentos que tenham uma patente de mais de 10 anos e não contem com um genérico no mercado. "Trata-se de melhorar a gestão dos gastos", explicou Blanco citado pelo jornal espanhol.
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