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Governo garante "empenho nas reformas"

O Ministério das Finanças garantiu hoje que continua "firmemente empenhado" nas "reformas que potenciarão o crescimento económico futuro", respondendo assim ao relatório da Moody"s, que baixou a avaliação da dívida pública portuguesa de "estável" para "negativa".

Negócios com Lusa 29 de Outubro de 2009 às 14:40
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O Ministério das Finanças garantiu hoje que continua "firmemente empenhado" nas "reformas que potenciarão o crescimento económico futuro", respondendo assim ao relatório da Moody's, que baixou a avaliação da dívida pública portuguesa de "estável" para "negativa".

Hoje, a agência de notação financeira Moody's mudou a avaliação da dívida pública de "estável" para "negativa", reflectindo "não só os desafios económicos que o país enfrenta", mas também a "aparente falta de motivação dos decisores políticos para os resolver".

"A avaliação da dívida pública portuguesa anunciada pela Agência Moody´s, no sentido de manutenção do rating mas mudando o "outlook" de estável para negativo, resultou das condições económicas decorrentes da crise mundial e do consequente agravamento da situação das Finanças Públicas devido à necessidade de responder a essa crise", diz o Ministério das Finanças, em nota enviada à agência Lusa.

A resposta à crise, acrescenta a nota, está a ser feita "através de uma política orçamental de natureza expansionista, sendo certo que, nos próximos meses, o Estado deverá continuar a apoiar as famílias e as empresas até que a crise seja finalmente superada".

As medidas de estímulo orçamental, baseadas na Iniciativa para o Investimento e Emprego, afirma o Executivo, dirigem-se também "à resolução dos problemas estruturais do país, nomeadamente nas áreas da dependência energética, qualificações e capacidade exportadora das PME".

A concluir, o Executivo mostra-se "firmemente empenhado em prosseguir com as reformas que potenciarão o crescimento económico futuro e em criar condições para que, uma vez ultrapassada a crise, o peso do défice e da dívida pública na economia se reduza".

No comunicado enviado esta manhã, a Moody's afirma que a principal dificuldade é "o crescimento global que se vai seguir à crise [e que] vai levar a uma dinâmica da dívida seriamente adversa para Portugal".

A agência de notação financeira diz, no entanto, que "o impacto directo da crise global [passou] largamente ao lado de Portugal, de tal forma que a performance da economia e a deterioração da política orçamental do Governo estiveram em linha ou até melhor que os parceiros da eurozona".

O problema, sublinha o comunicado da Moody's, é que "não parece haver uma motivação do Governo para agir".


A agência assume que "a principal preocupação" é o "fraco potencial de crescimento", atribuível a uma "falta de vontade dos sucessivos governos para restaurarem a competitividade". Para o futuro, a Moody's afirma que vai "monitorizar de perto" a evolução das finanças públicas, identificando se "as reformas significativas são finalmente tomadas para lidar com os problemas latentes" da economia nacional.

O resultado das eleições, que retirou a maioria ao Governo de José Sócrates, é também abordado na nota, que afirma que "o esforço [para lidar com os problemas da economia] parece improvável e o rating pode ser posto em análise para revisão em baixa".

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