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Governo impõe objectivos para exportações e receitas turísticas a embaixadas

O Ministério de Economia e o Ministério dos Negócios Estrangeiros assinaram, hoje, um protocolo, com vista a dar seguimento à política de diplomacia económica, iniciada há um ano, estabelecendo a fixação pelas embaixadas e ICEP de objectivos económicos qu

Bárbara Leite 06 de Janeiro de 2004 às 19:11
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O Ministério de Economia e o Ministério dos Negócios Estrangeiros assinaram, hoje, um protocolo, com vista a dar seguimento à política de diplomacia económica, iniciada há um ano, estabelecendo a fixação pelas embaixadas e ICEP de objectivos económicos quanto a promoção turística e exportações.

Depois de alcançados os pressupostos delineados, há um ano, quanto à diplomacia económica, em particular, a junção dos interlocutores no exterior, para a promoção de Portugal e dos produtos portugueses no estrangeiro, o Governo entendeu, que deva existir «planeamento comercial» com os embaixadores.

Com isto, os embaixadores proporão objectivos anuais quanto a receitas turísticas e exportações, discutidos com o presidente do ICEP, que por sua vez, os apresentará aos ministros.

O líder do ICEP, Pedro Líbano Monteiro, terá, segundo o novo processo, que divulgar trimestralmente, os relatórios de execução dos planos.

Esta informação deverá ser delineada entre Setembro e 30 de Novembro de cada ano. Este ano, como o protocolo, só hoje foi assinado, os embaixadores e ICEP têm 60 dias para elaborar os objectivos para 2004.

Este novo modelo é justificado, por Carlos Tavares, pelo facto das exportações portuguesas representarem «apenas cerca de 30% do Produto Interno Bruto (PIB)», o mesmo valor que representavam, quando Portugal entrou para a União Europeia.

«Não é normal mantermos este grau de abertura», sublinhou o ministro de Economia.

Tavares quer «mais exportações e melhores», bem como, a diversificação dos destinos e alargar a base exportadora.

«Nalguns países a nossa presença é decepcionante», desabafou o ministro de Economia no Seminário Diplomática 2004.

Também o sector do turismo precisará de promoção, tendo sido criadas Agências Regionais de Promoção Turística constituídas entre as Regiões de Turismo e entidades do sector empresarial.

Para o final do ano, deverão estar concluídas as integrações das delegações do ICEP nas embaixadas. A 6 de Janeiro de 2003, 32 delegações no estrangeiro não estavam instaladas nas embaixadas, enquanto, que passado um ano, esse número reduziu-se para 23.

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