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Governo moçambicano diz ao FMI esperar crescimento económico de 7,9%

O governo moçambicano espera um crescimento  económico de 7,9% este ano e uma taxa de inflação de 9,5%, revela um memorando entregue ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O memorando é datado de Abril mas só foi hoje tornado público pelo FMI.

Negócios com Lusa 11 de Julho de 2006 às 09:49
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O governo moçambicano espera um crescimento  económico de 7,9% este ano e uma taxa de inflação de 9,5%, revela um memorando entregue ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O memorando é datado de Abril mas só foi hoje tornado público pelo FMI. 

No documento, o governo moçambicano diz que espera um crescimento de 7,9% «como resultado da recuperação na produção agrícola e a continuação de forte crescimento na construção relacionada com as actividades de mega projectos».

«O impacto do aumento dos preço do petróleo e a depreciação das taxas de câmbio nos últimos meses deverá aumentar o nível de inflação para 9,5% em 2006», diz o documento.

O memorando, entregue ao FMI como requerido pelo programa de revisão de pobreza e crescimento económico, afirma que um novo projecto de lei laboral deverá ser submetido ao Parlamento do país «até ao final de Setembro 2006».

«Esta lei vai aumentar a flexibilidade do mercado de trabalho ao lidar  em particular com os custos de despedimento e facilitando a contratação contratual», diz o documento, no qual o governo moçambicano afirma ainda que vai continuar a «reestruturar e a encorajar a participação privada nas empresas publicas, particularmente nos serviços de infra-estruturas».

Nas suas previsões para «médio prazo» o governo moçambicano diz esperar cumprir os objectivos do desenvolvimento do milénio no que diz respeito à redução da pobreza, mortalidade infantil e maternal e acesso a água potável.

«Contudo outras áreas como matrículas no ensino primário, igualdade de  sexos e HIV/SIDA requerem um uso mais efectivo de apoio adicional de doadores bem como a expansão da capacidade de absorção», diz o memorando.

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