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Governo recusa demissão de Papandreou sem acordo para nova equipa executiva

O Executivo socialista grego excluiu hoje a demissão de George Papandreou como primeiro-ministro antes de ser conseguido um acordo entre os partidos para a formação de uma nova equipa governativa.

Lusa 06 de Novembro de 2011 às 14:11
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"Não pode haver uma demissão sem um acordo sobre o Governo porque haveria um vazio de poder. É preciso primeiro um acordo entre as partes e a nomeação de um novo primeiro-ministro", disse à agência de notícias France Presse uma fonte governamental.

A mesma fonte sublinhou que o Governo queria um acordo deste tipo "hoje" (domingo) e lembrou que Papandreou disse nos últimos dias que está disponível para ceder o cargo.

Uma outra fonte do partido de Governo, o PASOK, disse que era "segura" a demissão de Papandreou: "Existe a possibilidade de renunciar hoje, mas primeiro precisa de um acordo de coligação", afirmou.

"Temos de encontrar a pessoa que aceite os dois lados e logo de seguida ele demite-se”, acrescentou, reiterando que não é possível o país “perder mais tempo”.

A fonte governamental disse ainda que qualquer acordo de coligação tem de esclarecer qual será o mandato da futura equipa governativa.

De acordo com Papandreou, o novo Governo deve evitar a saída do país da Zona Euro e garantir a execução até 2012 do plano de redução da dívida do país assinado com os parceiros europeus na cimeira de final de Outubro.

O líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, o maior partido da oposição, admitiu participar num governo de unidade nacional com o PASOK "caso Papandreou se demita ainda hoje", disse à Lusa fonte governamental.

"Perspectiva-se um novo executivo com a participação de todos os partidos com assento parlamentar à excepção das formações de esquerda, o Syrizia e o Partido Comunista" disse a mesma fonte à agência Lusa.

O governo do PASOK reúne-se hoje em conselho de ministros extraordinário às 16:00 locais (14:00 em Lisboa) e aguarda-se uma decisão na sequência deste encontro.

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