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Grécia testa hoje mercados com novo leilão

A Grécia prepara-se para vender hoje 1,2 mil milhões de euros de títulos de dívida a muito curto prazo, no que será o primeiro teste à reacção dos mercados, depois de os países da Zona Euro terem anunciado a disposição de emprestar neste ano ao Estado grego até 30 mil milhões de euros a uma taxa em torno de 5%.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 13 de Abril de 2010 às 10:36
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A Grécia prepara-se para vender hoje 1,2 mil milhões de euros de títulos de dívida a muito curto prazo, no que será o primeiro teste à reacção dos mercados, depois de os países da Zona Euro terem anunciado a disposição de emprestar neste ano ao Estado grego até 30 mil milhões de euros a uma taxa em torno de 5%.

Em antecipação, o euro tocou nesta manhã no valor mais alto contra o dólar das últimas três semanas, sinalizando a expectativa de que a Grécia encontrará compradores disponíveis para adquirir a um preço mais razoável a sua dívida.

"Este leilão, que normalmente não seria muito importante (pelo baixo valor e curtas maturidades que envolve), assumiu um significado adicional. Se correr mal, será visto como mais uma razão para travar o euro. Se correr bem, a cotação da moeda europeia deverá manter-se estável”, antecipa Stuart Bennett, analista de câmbios do Credit Agricole em Londres, citado pela agência Bloomberg.

O euro está, a meio da manhã, a valorizar 0,09% para 1,3604 dólares.

Na semana passada, depois de terem visto a Ficht baixar o “rating” da Grécia para BBB-, o nível mais baixo, antes da classificação “junk” (lixo), as “yields” gregas voltaram a subir, em todos os prazos, com a rendibilidade exigida pelos investidores a chegar aos 7,5%, o valor mais elevado desde que, em 2001, a Grécia aderiu ao euro.

Na sequência do acordo dos ministros das Finanças da Zona Euro, que concretizaram as condições de um eventual empréstimo, as "yields" gregas caíram ontem consideravelmente para 6,67% a dez anos e para 5,58% para empréstimos a dois anos.

Mas é muito cedo para falar de alívio, até porque as próximas semanas serão decisivas: o país precisa de captar cerca de 12 mil milhões de euros para refinanciar dívida que se vence. O leilão de hoje, avisam os analistas, é apenas um “aperitivo” do que poderá estar para vir.

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