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Grécia admite receber "ajuda suplementar" nos próximos anos

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, disse hoje ser possível que a Grécia beneficie de uma ajuda financeira suplementar e regressar aos mercados em 2014 se atingir os compromissos acordos com a União Europeia e Fundo Monetário Internacional.

Lusa 08 de Setembro de 2013 às 17:46

"Foi combinado com os nossos credores em Novembro passado que se a Grécia tiver de preencher algum 'buraco financeiro' nos próximos anos, desde que respeite os compromissos assumidos, terá uma espécie de ajuda suplementar", disse o governante, em entrevista com o diário grego Ethnos.

 

Confiante na capacidade da Grécia conseguir atingir um saldo primário positivo (descontando o pagamento dos juros) já este ano, o primeiro-ministro lembrou as decisões do Conselho Europeu de Novembro do ano passado, no qual a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional se comprometeram a ajudar a reduzir a significativa dívida pública grega se o país atingir um excedente orçamental primário este ano e se mantiver a implementação das reformas económicas ao abrigo do programa de ajustamento financeiro.

 

A dívida grega deve chegar aos 321 mil milhões de euros, representando 176% do PIB no final deste ano.

 

"Há várias maneiras de reduzir a dívida: baixar as taxas de juro, refinanciar o pagamento dos juros financeiros, estender o 'período de graça' ou uma combinação destas três soluções", disse Samaras na entrevista ao Ethnos.

 

Recentemente, o ministro das Finanças afirmou que, a haver uma terceira ajuda financeira, ela não deverá passar dos 11 mil milhões de euros, sendo 4,4 mil milhões atribuídos em 2014 e 6,5 no ano seguinte.

 

Desde o princípio da crise financeira, em 2010, a Grécia já recebeu 240 mil milhões de euros em dois pacotes de assistência internacional que se prolongam até ao próximo ano, mas o primeiro-ministro salientou que uma terceira ajuda financeira não terá os mesmos moldes das duas primeiras, que foram destinadas a evitar a bancarrota, "porque esse perigo já não existe".

 

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