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Grécia cumpriu metas para ter “alívio” nas condições de pagamentos dos empréstimos

Atenas atingiu um excedente primário de 1,5 mil milhões de euros em 2013, que era uma contrapartida dos parceiros internacionais para aliviarem as condições de pagamento dos empréstimos. A Grécia poderá, assim, conseguir juros mais baixos e um alargamento das maturidades.

Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Abril de 2014 às 13:12
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Atenas cumpriu a meta estabelecida com os parceiros internacionais como condição para iniciar as negociações com vista a um alívio das condições de pagamentos dos empréstimos, que poderão incluir uma descida dos juros e um alargamento das maturidades.

 

A Comissão Europeia confirmou, esta quarta-feira, 23 de Abril, que a Grécia atingiu um excedente primário, que exclui pagamento de juros, de 1,5 mil milhões de euros em 2013, algo que não acontecia há 10 anos, e que foi conseguido um ano antes da data prevista. Ainda assim, o valor é inferior ao reportado pelo Governo de Samaras (na foto, à esquerda) na semana passada. O Executivo de Atenas foi mais optimista nas contas e anunciou um excedente primário de 2,4 mil milhões de euros, mais 900 milhões de euros do que foi hoje confirmado pela Comissão Europeia.  

 

Os números “são um reflexo do progresso notável que a Grécia realizou na correção das finanças públicas desde 2010”, disse o porta-voz da Comissão, Simon O’Connor, em Bruxelas, citado pela Bloomberg.

 

Os responsáveis da Zona Euro anunciaram, em Novembro de 2012, que, quando a Grécia registasse um excedente primário, iriam considerar “medidas adicionais” para ajudar o país a atingir as metas definidas no programa de assistência financeira. As medidas adicionais referidas pelos parceiros do euro não dizem respeito a mais um envelope financeiro, mas sim a condições mais favoráveis para o pagamento da dívida.

 

O acordo firmado com os credores prevê que o rácio da dívida em relação ao PIB seja "substancialmente inferior" a 110% em 2022, uma meta que está ainda distante para Atenas. Dados revelados hoje pela Comissão Europeia mostram que a dívida do país atingiu os 175,1% do PIB em 2013, um novo recorde da Zona Euro.

 

Numa entrevista à Bloomberg, publicada ontem, 22 de Abril, o primeiro-ministro Samaras mostrava-se confiante na recuperação da economia. Antecipou que os juros da dívida grega “vão continuar a descer”, e que haverá mais liquidez “através do investimento e das privatizações”. Acrescentou ainda que, na emissão de 10 de Abril, o país obteve o financiamento que necessitava e que, na próxima vez que for ao mercado, vai conseguir “taxas de juro mais reduzidas”.

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