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Greenspan considera que a crise da Zona Euro não terminou

O antigo presidente da Reserva Federal disse que o mais importante para a Europa é a “consolidação política”, que teria de passar forçosamente por uma “união política”.

Bloomberg
David Santiago dsantiago@negocios.pt 21 de Outubro de 2013 às 17:34
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Em entrevista à “BBC”, Alan Greenspan, que comandou a Reserva Federal norte-americana ao longo de quase 20 anos, falou sobre a crise da Zona Euro garantindo que ainda “não” acabou. Greenspan vê a “união política” como única forma para ultrapassar uma crise que parece interminável. “O único caminho passa pela consolidação política”. Esta é a solução preconizada por Greenspan, que utiliza a “unificação entre a Alemanha ocidental e oriental, que também não está a funcionar como devia”, como exemplo do percurso a trilhar.

 

As assimetrias entre as duas Alemanhas, apesar das contribuições fiscais compensatórias, são exemplo daquilo que se “está a ver no Continente [europeu]”, concretiza o antigo líder da Reserva Federal norte-americana. Ainda relativamente à Europa, Greenspan considerou que “o programa de austeridade britânico está a resultar melhor do que pensei”.

 

O economista norte-americano mostrou concordar com muitas das ideias defendidas pelo Tea Party, concedendo que muitas das tácticas utilizadas foram “anti-democráticas”. Greenspan vê a repetição do clima de instabilidade política e orçamental, nos Estados Unidos, como “perfeitamente concebível”. O antigo chefe da Reserva Federal lamentou que em Washington a possibilidade de “compromisso” nunca tenha estado tão distante.

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