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Greenspan diz política orçamental dos EUA é «insustentável»

A política orçamental actual dos Estados Unidos é «insustentável» e o Congresso deve reduzir o défice e estimular o programa da Segurança Social tal como outros benefícios, afirmou hoje o presidente da Reserva Federal (Fed), Alan Greenspan.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 02 de Março de 2005 às 15:34

A política orçamental actual dos Estados Unidos é «insustentável» e o Congresso deve reduzir o défice e estimular o programa da Segurança Social tal como outros benefícios, afirmou hoje o presidente da Reserva Federal (Fed), Alan Greenspan.

«Sinto que talvez já tenhamos comprometido mais recursos físicos para a geração ‘baby-boom’ (geração pós II Guerra Mundial) para os seus anos de reforma do que a nossa economia tem capacidade para dar», afirmou o responsável.

«Se há promessas feitas que precisam de ser alteradas, essas alterações devem ser realizadas o mais cedo» possível, concluiu.

O responsável disse que o crescimento económico está a avançar a «um ritmo razoavelmente bom». No discurso feito, Alan Greenspan não falou sobre política monetária.

Noutras ocasiões o responsável pediu aos responsáveis governamentais para elaborarem um plano orçamental e para restringirem os pagamentos prometidos a nível de Segurança Social e programas médicos. O governo apresentou um défice orçamental de 412 mil milhões de dólares relativo a 2004, valor histórico para os EUA.

O presidente da Fed hoje voltou a dirigir-se aos responsáveis a pedir contenção na despesa. Numa altura em que a expansão devia impulsionar as receitas dos impostos, ajudando a reduzir o défice orçamental, «é improvável que a nossa situação orçamental melhore substancialmente nos próximos anos, a não ser que sejam tomadas maiores medidas para reduzir o défice», reiterou o responsável.

O Congresso deve focar-se na redução da despesa, defendeu. «O aumento dos impostos não é suficiente para lidar com os problemas fiscais», acrescentando que este acréscimo de impostos pode traduzir-se num «risco para o crescimento da economia».

O responsável defendeu ainda um sistema privado de Segurança Social, afirmando ser um sistema com «meios de segurança mais credíveis do que o programa actual».

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