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Greenspan diz pressões inflaccionistas nos EUA estão «largamente ausentes» (act)

O presidente da Fed, Alan Greenspan, disse num discurso perante o Congresso, que as pressões inflaccionistas estão «largamente ausentes», e que a força da recuperação económica permanece incerta, sugerindo que a subida nos juros não é para breve.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 17 de Abril de 2002 às 15:38
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O presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Alan Greenspan, disse num discurso perante o Congresso, que as pressões inflacionistas estão «largamente ausentes», e que a força da recuperação económica permanece incerta, sugerindo que a subida nos juros não está para breve.

Alan Greenspan afirmou haver poucas dúvidas que as perspectivas para a economia norte-americana melhoraram, chamando entretanto a atenção para a grandeza da recuperação que «permanece incerta».

Em relação à inflação, apesar do preço do petróleo ter disparado com a crise governamental na Venezuela, o presidente da Fed considera que a subida dos preços ainda não constitui uma ameaça à economia norte-americana.

Neste discurso, aquele responsável afirma que a actual taxa de refinanciamento junto do banco central continua «adequada» ao actual nível de crescimento da economia.

O Departamento do Trabalho anunciou ontem que a inflação norte-americana, medida pelo índice de preços nos consumidores, subiu menos que o esperado em Março, ao crescer 0,3%. Os analistas esperavam um aumento generalizado dos preços de 0,5%.

No decorrer de 2001, a Fed procedeu por onze vezes à diminuição do preço do dinheiro, totalizando um corte global de 475 pontos base, que levou a taxa directora para os 1,75%, o valor mais baixo dos últimos 40 anos.

De acordo com Alan Greenspan, apesar da diminuição nos níveis dos «stocks», outros factores, como a subida no preço do petróleo, poderão vir a condicionar as despesas de consumo o que, segundo o mesmo, torna incerto qualquer diagnóstico sobre a dimensão do crescimento da economia. No entanto, Greenspan ressalva que, se os preços dos combustíveis se mantiverem nos actuais níveis, o impacto será limitado.

Nos mercado de capitais, o Dow Jones [INDU] perdia a força da abertura, e registava uma desvalorização de 0,19% para os 10.281 pontos, arrastado pela quebra de 4% da acções da Boeing, que apresentou o primeiro prejuízo trimestral em mais de quatro anos. O Nasdaq [CCMP] conservava um ganho de 0,28% a marcar 1.821,95 pontos, suportado pela Intel, que subia 5%.

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