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Gregos juntam-se a espanhóis e ameaçam paragem nos portos europeus

A união dos trabalhadores do porto de Atenas solidarizou-se, em carta a Álvaro Santos Pereira, com os estivadores portugueses, que estão hoje em greve contra mudanças na lei laboral do sector, uma das medidas que o Governo quer implementar para aumentar competitividade dos portos nacionais.

Maria João Babo mbabo@negocios.pt 14 de Agosto de 2012 às 17:04
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À semelhança dos espanhóis, também os estivadores gregos escreveram uma carta ao ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, criticando as alterações na legislação do trabalho portuário que o Governo português quer aprovar ainda este mês.

Na carta, a que o Negócios teve acesso, semelhante à enviada pela confederação sindical dos trabalhadores portuários espanhóis, os estivadores gregos manifestam a mesma “preocupação” e a mesma ameaça de estender a todos os portos europeus a greve dos estivadores portugueses. “Um conflito social desta natureza nos portos, neste momento, será fatal para a recuperação da economia europeia”, avisa.

Isto porque os trabalhadores do porto de Pireus, o maior da Grécia, entendem que “este não é mais um problema de um só país, mas um problema que diz respeito à Europa”, escrevem na carta enviada há quatro dias ao ministro da Economia.

Em seu entender, Portugal está a criar condições para que “outros governos europeus, com o pretexto da actual crise, imponham a mesma política de liberalização sobre a actividade portuária”.

Na carta, os estivadores gregos apelam ao governo português, Comissão Europeia e ao governo do seu país para reunirem esforços para encontrar o espaço necessário para chegar a um acordo com base no diálogo e negociação.

A flexibilização do trabalho portuário é uma das medidas do plano “5+1”, apresentado este mês pelo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, para aumentar a competitividade dos portos portugueses, designadamente perante os espanhóis. Um programa que visa a redução da factura portuária em 25% a 30%, para fomentar as exportações, e que inclui ainda medidas como o lançamento de contratos de nova geração, novo modelo de governança dos portos, mais intermodalidade, novos operadores e redução das taxas.

Os trabalhadores portuários iniciaram há meia-noite desta terça-feira uma greve contra a revisão do regime jurídico do trabalho portuário, que se prolonga até às 8 horas de amanhã.
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