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Guindos vai a Berlim na terça-feira debater ajuda à banca com Schäuble

O governo alemão "está convencido" de que a ajuda à banca espanhola "contribuirá para acalmar os mercados" no que se refere aos títulos da dívida pública da quarta maior economia da zona euro.

Negócios negocios@negocios.pt 23 de Julho de 2012 às 19:05
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O ministro da economia espanhol, Luis de Guindos, reúne-se na terça-feira, em Berlim, com o ministro das finanças alemão, Wolfgang Schäuble, para debater o programa de refinanciamento à banca espanhola, anunciou hoje o executivo germânico.

A porta-voz adjunta do Ministério das Finanças alemão, Marianne Kothe, garantiu, simultaneamente, que Berlim "desconhece quaisquer pedidos de ajuda adicionais" de Espanha à União Europeia ou ao Fundo Monetário Internacional.

Kothe sublinhou ainda que a reunião de Guindos com Schäuble "é um encontro de rotina para debater questões bilaterais", e que não estão previstas declarações à imprensa dos dois políticos.

A porta-voz de Schäuble disse também que o Governo alemão "está convencido" de que a ajuda à banca espanhola "contribuirá para acalmar os mercados" no que se refere aos títulos da dívida pública da quarta maior economia da zona euro.

Os referidos títulos a 10 anos atingiram hoje o valor recorde de 7,55% no mercado secundário (transacções de títulos entre investidores), valor máximo desde a existência do euro, aproximando-se das taxas que obrigaram a Irlanda, Portugal e a Grécia a pedir resgate aos parceiros europeus e ao FMI.

O jornal alemão Frankfurter Allgemeine noticiou hoje que o principal motivo da ida de Guindos a Berlim é pedir a ajuda de Schäuble para convencer o Banco Central Europeu a comprar dívida pública espanhola, e que Madrid estava ainda a tentar promover, também na terça-feira, uma reunião do ministro da economia espanhol com o chefe do BCE, Mario Draghi, em Frankfurt.

A intervenção do BCE na compra de títulos de dívida pública dos países mais afectados pela crise da dívida soberana é um instrumento ao dispor dos banqueiros centrais para suster a crescida dos juros exigidos pelos investidores para transaccionarem estes activos, e tem como resultado uma diminuição percepção do risco desses países, do ponto de vista dos detentores desse tipo de dívida.

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