Mundo Guterres: Mundo corre o "risco de perder corrida" contra alterações climáticas

Guterres: Mundo corre o "risco de perder corrida" contra alterações climáticas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou hoje que o mundo "corre o risco de perder a corrida" face à aceleração das alterações climáticas e vincou a "falta de ambição suficiente" para concretizar as metas internacionais.
A carregar o vídeo ...
Lusa 19 de fevereiro de 2018 às 12:36

"As alterações climáticas são a maior ameaça colectiva e do planeta e continuam a andar mais depressa do que nós próprios", disse António Guterres, no discurso de aceitação do título de Doutor Honoris Causa proposto pelo Instituto Superior Técnico (IST), que decorreu hoje na Aula Magna da Universidade de Lisboa.

 

António Guterres advertiu que a humanidade corre "o risco de perder esta corrida" e frisou a necessidade de um compromisso colectivo e "de uma ambição acrescida" para a concretização dos acordos internacionais no domínio das alterações climáticas.

 

Lembrando que alguns decisores internacionais ainda não acreditam nos efeitos das alterações climáticas, Guterres salientou que ainda existe "falta ambição suficiente para aplicar os Acordos de Paris e para assumir que estes compromissos não são suficientes".

 

O secretário-geral da ONU lembrou algumas consequências do aquecimento global, mencionando, entre outros, o cenário de seca vivido em Portugal, e acentuou que há que "fazer tudo para inverter esta aceleração".

 

Guterres foi distinguido com o grau de Doutor Honoris Causa numa cerimónia na Aula Magna, com a presença de diversas individualidades, nomeadamente o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro, António Costa, vários ministros, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa e membros do corpo diplomático acreditado em Portugal.

 

O anúncio da atribuição do título honorífico ao ex-primeiro-ministro português foi feito em Janeiro último pelo Instituto Superior Técnico (IST), onde o aluno António Guterres "teve um percurso académico excepcional" e se licenciou em engenharia electrotécnica em 1971.

 

Guterres foi deputado durante 17 anos, tendo-se estreado na Assembleia da República em 1976, e foi primeiro-ministro de Portugal entre 1995 e 2002.

 

Mais tarde, em 2003, depois de ter deixado o cargo de primeiro-ministro, foi professor convidado do IST, antes de assumir funções durante dez anos, entre 2005 e 2015, como Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados.

 

Desde 01 de Janeiro de 2017 que Guterres é secretário-geral das Nações Unidas.




A sua opinião8
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentários mais recentes
Mr.Tuga 20.02.2018

Ó homem ninguém liga um carvalho ao que dizes..... Tens a credibilidade de um despesista e bancarroteiro.

pertinaz 19.02.2018

OS COMPINCHAS ENCONTRARAM-SE TODOS PARA HOMENAGEAR GUTERRES...

AMANHÃ HOMENAGEIA-SE OUTRO E OS COMPINCHAS ENCONTRAM-SE OUTRA VEZ...

QUE CAMBADA...!!!

Anónimo 19.02.2018

Mesmo que parássemos hoje de emitir CO2 para a atmosfera, os níveis já são tão elevados que a temperatura e os níveis do mar irão continuar a subir para os próximos 100 anos.
O tempo de vida do CO2 é muito longo e a sua absorção pela flora é muito lenta.
Preparemo-nos.

Santa ingenuidade 19.02.2018

O mundo acabou, esquece lá essa merda do clima.

ver mais comentários
pub