Europa Há mais polícia nas ruas? Sim, mas o reforço é anterior aos atentados de Bruxelas

Há mais polícia nas ruas? Sim, mas o reforço é anterior aos atentados de Bruxelas

O nível de ameaça terrorista mantém-se inalterado em Portugal. É “moderado”. O que não invalida o reforço da segurança preventiva. O facto é que há mais agentes nas ruas nacionais desde os ataques terroristas de Paris.
Há mais polícia nas ruas? Sim, mas o reforço é anterior aos atentados de Bruxelas
Miguel baltazar
Inês F. Alves 28 de março de 2016 às 16:49

Os atentados terroristas em Bruxelas vieram reavivar medos, as pessoas estão mais atentas e as autoridades também. No entanto, o reforço policial em Portugal é anterior aos acontecimentos de 22 de Março na Bélgica que deixaram 35 mortos.

"A prevenção é um pilar fundamental da estratégia contra o terrorismo e pressupõe uma acção de vigilância preventiva das Forças de Segurança no terreno, independentemente do nível concreto de ameaça terrorista", esclarece o Ministério de Administração Interna, em nota enviada ao Negócios, acrescentando que "as equipas mistas da PSP já estão no terreno com um policiamento mais visível desde há uns meses, ou seja, muito antes dos atentados de Bruxelas".

A informação é confirmada pelo intendente Hugo Palma, director de relações Públicas da Polícia de Segurança Pública (PSP). "Nós temos em prática um reforço de policiamento anterior aos atentados", diz, especificando que o esquema de reforço foi iniciado na sequência dos atentados de Paris, em Novembro do ano passado.

Em termos práticos, foram criadas equipas mistas com oficiais das forças de intervenção e do comando policial, com cerca de 20 elementos, com o objectivo de aumentar a vigilância em zonas com maior afluência de pessoas, como os aeroportos (especialmente o de Faro, Lisboa e Porto), terminais ferroviários, a baixa lisboeta e a zona ribeirinha do Porto, entre outros.

O esquema de reforço iniciado em Novembro foi suspenso em Janeiro e retomado em Fevereiro, antes dos acontecimentos trágicos em Bruxelas. Os atentados terroristas de 22 de Março "vêm apenas confirmar a necessidade desde reforço" que "não tem data para terminar", adianta Hugo Palma.

À população, o responsável aconselha "tranquilidade", o importante é "não entrar em paranóias" e fazer "a vida o mais normal possível". Todavia, qualquer cidadão ao identificar uma situação suspeita – como uma mala abandonada em algum local invulgar – pode ligar para o 112 e relatar o caso às autoridades.

Hugo Palma acrescenta que não são só as autoridades que estão mais atentas, as pessoas também e, consequentemente, "tem havido um aumento das sinalizações".

Questionado pelo Negócios, o ministério da Administração Interna esclarece que o nível de ameaça terrorista é definido pelo Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), organismo tutelado pelo Primeiro-Ministro. Neste momento este mantém-se inalterado no nível "moderado".




pub

Marketing Automation certified by E-GOI