Função Pública Há mais de mil candidatos ao curso que dá entrada nos quadros da Função Pública

Há mais de mil candidatos ao curso que dá entrada nos quadros da Função Pública

Número de candidaturas aumentou 30% este ano. Destes 1.023 candidatos apenas 100 serão seleccionados para as vagas disponíveis no Estado.
Há mais de mil candidatos ao curso que dá entrada nos quadros da Função Pública
Miguel Baltazar/Negócios

Mais de mil pessoas inscreveram-se no curso que dá acesso a um lugar na Função Pública, num aumento de 30% face ao que foi registado no ano passado. Estão por isso dispostas a pagar os cerca de 5 mil euros de propinas cobradas pela frequência do curso. Mas para isso terão de ser seleccionadas.

 

As candidaturas ao Curso de Estudos Avançados em Gestão (CEAGP) terminaram na quinta-feira passada e, de acordo com os dados solicitados pelo Negócios à Direcção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas (o INA) houve 1.023 candidatos inscritos.

 

Trata-se de um aumento de 30% face ao ano passado, altura em que houve 782 candidatos. O aumento do número de vagas (para 100), o "prestígio e o reconhecimento" do curso, a equivalência a parte do grau de Mestrado em várias universidades, o maior prazo de candidatura, ou o aumento da "comunidade de interessados nas redes sociais" são alguns dos motivos que, segundo o INA, justificam a evolução.

 

O aumento também poderá estar relacionado com "o contexto económico, caracterizado por níveis acentuados de desemprego", explica fonte oficial da Direcção-Geral.

 

Estes candidatos terão agora que fazer uma prova escrita, marcada para o início de Outubro, sobre temas como a organização do Estado e da Administração Pública, o regime legal de gestão de recursos humanos, contabilidade pública, estatística, língua inglesa ou União Europeia. 

 

Os candidatos que tiverem 12 valores ou mais passarão então à segunda fase de selecção, que é a entrevista.

 

Este ano foram abertas 100 vagas que garantem acesso à carreira geral de técnico superior e a maioria dos postos de trabalho disponíveis (90) estão em diversas Direcções-Gerais e Institutos sedeados em Lisboa.

 

Na maioria dos casos, as entidades só disponibilizam uma vaga.Fogem à regra o Instituto da Habilitação e Reabilitação Urbana, a Direcção-Regional de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, a Agência Portuguesa do Ambiente ou a Direcção-Geral de Energia e Geologia, cada um deles com mais de quatro postos de trabalho.

 

Todos os candidatos têm de ter licenciatura ou um curso superior. Os dados solicitados pelo Negócios revelam que a maioria são licenciados (557), seguindo-se os candidatos com mestrado (236) pós-graduação (208) e doutoramento (19).

 

Dos mais de mil candidatos, 164 já têm vínculo à Função Pública. Em causa estarão pessoas que desta forma garantem acesso à carreira de técnico superior. 

 




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