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Hollande e Obama reforçam combate ao EI e exigem que Moscovo cesse ataques à oposição de Assad

Do encontro entre os presidentes norte-americano e francês saiu a garantia da intensificação do combate ao Estado Islâmico. Obama e Hollande exigem que a Rússia deixe de atacar as forças da oposição a Assad e se concentre no combate ao jihadismo.

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Do encontro entre François Hollande e Barack Obama, realizado esta terça-feira, 24 de Novembro, em Washington, resultou a garantia de "intensificação" das acções militares na Síria e no Iraque contra o autoproclamado Estado Islâmico (EI).

 

Hollande e Obama realçaram também a importância de congregar esforços no âmbito de uma coligação, "o mais alargada possível", para combater o EI. Ambos consideram ainda fundamental a participação russa nestes esforços, mas avisam que Moscovo terá de concentrar as suas acções militares no combate ao EI ao invés das forças moderadas da oposição ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

"Decidimos intensificar os ataques contra o EI na Síria e no Iraque", anunciou Hollande que em relação ao encontro agendado para esta quinta-feira, em Moscovo, com o presidente russo, Vladimir Putin, adiantou que irá dizer ao seu congénere que "a França pode trabalhar com a Rússia, se a Rússia se empenhar plenamente na busca de uma solução pacífica na Síria".

Hollande disse estar consciente das divergências patentes nas conversações de paz para a Síria realizadas em Viena, mas vincou que "o que queremos é coligar todos os países, não queremos deixar ninguém de lado". Já o presidente dos Estados Unidos notou que a Rússia "podia ter um papel mais

Este grupo terrorista bárbaro, ISIL ou Daeh, e a sua ideologia (…), não pode ser tolerado, tem de ser destruído e precisamos de o fazer juntos.
Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos

construtivo" se direccionasse os seus esforços operacionais contra o EI e não contra as forças da oposição a Assad, consideradas pelo ocidente como "moderadas".

"Este grupo terrorista bárbaro, ISIL [Estado Islâmico no Iraque e no Levante] ou Daeh, e a sua ideologia (…), não pode ser tolerado, tem de ser destruído e precisamos de o fazer juntos", disse o líder norte-americano, salientando que a França e os EUA "mantêm-se unidos em solidariedade total". Também Hollande lembrou que se trata de "um grupo terrorista que dispõe de recursos importantes, território, que prospera com o tráfico de petróleo, de drogas e de seres humanos". O líder gaulês lembrou ainda que o EI já atingiu vários países, entre os quais a Turquia, o Egipto e a Rússia.

Como tal, François Hollande garante que "temos o dever de reunir forças contra o terrorismo". "Concordamos que as nossas nações precisam de fazer ainda mais juntas", disse Obama, salientando que se continuará a trabalhar para "melhorar a coordenação". "Os Estados Unidos vão continuar a partilhar informação com França", prosseguiu Obama logo secundado por Hollande que admite ser necessária "uma resposta comum, colectiva e implacável" contra o terrorismo.

Ficou ainda a promessa, enunciada por Hollande, de combater sem quartel o EI: "A França e os Estados Unidos vão, no plano militar, enfrentá-los onde quer que estejam, desmantelar as suas redes (...) e reconquistar o controlo sobre os territórios que eles agora controlam".

E depois de sublinhar o sucesso da estratégia até seguida no combate aos jihadistas do EI, Barack Obama disse que na reunião desta terça-feira os dois líderes "reviram os progressos" da coligação e destacou os recuos impostos ao EI, tanto no Iraque como na Síria.

"Não tenham dúvidas: Vamos ganhar e grupos como ISIS [Estado Islâmico no Iraque e na Síria] vão perder", concluiu Obama.

Por fim, para salvaguardar que os terroristas não aproveitam a vaga migratória que acede ao território europeu através da Turquia, Hollande anunciou que Paris e Washington concordam em manter encerrada a fronteira entre a Síria e a Turquia a fim de evitar o afluxo de terroristas para solo europeu. E quanto ao caso que está também a marcar o dia, relacionado com o abate de um avião militar russo pela força aérea turca, Obama destacou ser crucial que

A França e os Estados Unidos vão, no plano militar, enfrentá-los onde quer que estejam, desmantelar as suas redes (...) e reconquistar o controlo sobre os territórios que eles agora controlam.
François Hollande
Presidente da França

Moscovo e Ancara se concentrem em desescalar o clima de tensão entre os dois países.

Hollande prossegue périplo diplomático

O presidente francês François Hollande e o homólogo Barack Obama encontraram-se esta terça-feira na Casa Branca, em Washington, num encontro que visou reforçar a solidariedade dos Estados Unidos para com a França.

Este encontro surge um dia depois dos EUA terem emitido um alerta mundial sobre os riscos de viagens face à ameaça terrorista e 11 dias depois dos ataques terroristas em Paris que vitimaram 130 pessoas e feriram mais de 350 indivíduos.

O chefe de Estado francês iniciou na segunda-feira uma maratona de contactos diplomáticos, tendo recebido o primeiro-ministro britânico, David Cameron, junto de quem sublinhou a necessidade de intensificar os bombardeamentos contra o Estado Islâmico, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk. 

Esta quarta-feira, Hollande tem programado um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, e da sua agenda de quinta-feira consta uma reunião com o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, que será recebido em Paris horas antes de o presidente partir para Moscovo, onde estará com o presidente russo, Vladimir Putin.

Na sexta-feira, Hollande presidirá, em Paris, a uma homenagem nacional às vítimas dos atentados, seguindo logo após para Malta, onde participa numa cimeira da Commonwealth dedicada ao clima.

Domingo, François Hollande recebe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, e o presidente da China, Xi Jinping. 

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