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Hong Kong vai suspender da polémica proposta de lei da extradição

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse hoje em conferência de imprensa que a decisão de suspender temporariamente o debate foi tomada em resposta à crise que desencadeou.

Reuters
Lusa 15 de Junho de 2019 às 10:05
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O Governo de Hong Kong anunciou vai suspender o debate sobre a polémica proposta de lei da extradição, que motivou já vários protestos na antiga colónia britânica.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse hoje em conferência de imprensa que a decisão de suspender temporariamente o debate foi tomada em resposta à crise que desencadeou, acrescentando que o objetivo seria "impedir que Hong Kong se torne um paraíso para criminosos", segundo as agências internacionais de notícias.

A polémica proposta de lei, que permitiria que a chefe do Executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental, levou centenas de milhares de pessoas à rua na última semana.

Outro protesto estava previsto para este domingo, depois de na quarta-feira, dia em que devia ter começado o debate no parlamento local da proposta de lei, a sessão ter acabado por ser suspensa, na sequência de uma manifestação não autorizada de milhares de pessoas, durante a qual pelo menos 80 ficaram feridas em confrontos com a polícia, que usou balas de borracha, granadas de gás lacrimogéneo e gás pimenta para dispersar os manifestantes.

Em conferência de imprensa, Carrie Lam afirmou que o Governo decidiu suspender a proposta e que vai estudar e analisar melhor o assunto, mas recusando estabelecer um prazo para esse trabalho.

"Não temos intenção de estabelecer um prazo", indicou.

Carrei Lam reconheceu que a decisão de suspender a proposta de lei foi uma resposta à manifestação de insatisfação em relação ao projeto de diploma, segundo as agências de notícias internacionais.

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