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Horta Osório: Grandes investimentos "devem ser repensados"

O presidente executivo do Banco Santander no Reino Unido, António Horta Osório, afirmou hoje que a situação portuguesa merece "a máxima ponderação" e que medidas de investimento como as do comboio de alta velocidade devem ser repensadas.

Lusa 04 de Maio de 2010 às 18:58
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O presidente executivo do Banco Santander no Reino Unido, António Horta Osório, afirmou hoje que a situação portuguesa merece "a máxima ponderação" e que medidas de investimento como as do comboio de alta velocidade devem ser repensadas.

"Eu registo com agrado as declarações do primeiro-ministro português, José Sócrates, que em conjunto com o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, se reuniu na semana passada. Pareceram-me críticas para acelerar e tranquilizar os mercados à medida que eles vejam que vão sendo postas em prática e os resultados desejados vão sendo obtidos", disse à imprensa o responsável do Banco Santander UK (Reino Unido), em Lisboa.

O gestor, que falava à saída da entrega dos prémios "Best Leader Awards 2010", uma iniciativa que visa distinguir anualmente as personalidades que se destacaram como líderes em vários domínios da actividade económica, com o propósito de promover a liderança e nas organizações e estimular o desenvolvimento de novos líderes, garantiu que dependerá "de nós e da execução das medidas a acalmia dos mercados".

"Se as medidas anunciadas levarem progressivamente à redução do défice, como eu tenho repetido, e que foi bem anunciado e apropriadamente divulgado no encontro da semana passada é normal que a situação fique mais calma, mas nós temos que ganhar essa credibilidade e percorrer esse caminho" acrescentou.

Horta Osório considerou também positivos que os dois líderes, o primeiro-ministro José Sócrates e o presidente do PSD, Passos Coelho, terem referido que se houver necessidade de medidas adicionais estarão "dispostos a considerá-las e implementá-las".

"Isto parece-me muito positivo", adiantou.

Questionado sobre se as medidas deveriam passar pelo aumento da carga de impostos, Horta Osório foi peremptório: "Devem privilegiar a descida da despesa pública, pois são muito mais eficazes dada a situação de endividamento português e de falta de competitividade".

As medidas que promovam o aumento da carga fiscal não serão bem vindas, mas projectos como o transporte de alta velocidade devem ser "obviamente repensadas".

Entre os premiados de 2010, conta-se o presidente da EFACEC, Luís Filipe Pereira, que foi galardoado com a distinção de "Líder na Internacionalização" e o presidente executivo da Wedo Techenologies, Rui Paiva, com o galardão de "Líder das Novas Tecnologias" e o presidente da Aicep Portugal Global, Basílio Horta, com o título de "Líder na Gestão de Empresa Pública.

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