Saúde Hospitais têm 500 milhões para pagar a fornecedores mas não os podem usar

Hospitais têm 500 milhões para pagar a fornecedores mas não os podem usar

Apesar de o dinheiro ter sido transferido para as contas dos hospitais, estes estão impedidos de pagar aos fornecedores porque primeiro é preciso que sejam identificadas as dívidas de acordo com a sua maturidade. Não se sabe ainda quando o poderão fazer, escreve o Jornal de Notícias.
Hospitais têm 500 milhões para pagar a fornecedores mas não os podem usar
Pedro Catarino/CM
Negócios 16 de fevereiro de 2018 às 09:25

Desde o início de Janeiro que 39 hospitais têm nas suas contas 500,19 milhões de euros destinados a pagar dívidas aos fornecedores, mas não podem dispor desses valores porque foram proibidos pelas Finanças de movimentar esses dinheiros até novas instruções.

 

A notícia faz a manchete desta sexta-feira, 16 de Fevereiro, do Jornal de Notícias, segundo o qual passado um mês sobre a transferência das verbas ainda não se sabe quando é que as mesmas poderão vir a ser usadas.

 

O Jornal de Notícias questionou o Ministério das Finanças e a explicação é que a verba em causa se destina em exclusivo ao pagamento de dívidas vencidas a fornecedores por ordem de maturidade. O processo está a ser supervisionado pela Inspecção-Geral de Finanças , com acompanhamento da Administração Central do Sistema de Saúde e só depois de identificadas e validadas as dívidas é que poderão ser efectuados os respectivos pagamentos, informou o gabinete de Mário Centeno.

 

O Jornal de Notícias sublinha que há fornecedores do SNS, sobretudo os mais pequenos, com salários em atraso e dívidas à banca, que aguardam pelo pagamento de facturas, algumas de 2016. 




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comentários mais recentes
Acho muito bem 16.02.2018

Então a ADSE anda a sustentar a saúde privada em 51%? Não levavam era cheta que não sou pai dessa gente.

pertinaz 16.02.2018

O ESTADO É PESSOA DE BEM...

MAS A ESCUMALHA QUE O DESGOVERNA NÃO É...!!!

CS 16.02.2018

Estado "pessoa de bem"!
Sem dúvida um bom exemplo para cidadãos e empresas, e uma grande ajuda à justiça económica!

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