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Hospital Garcia de Orta recusa que haja caos na urgência e fala em "alarmismo"

A administração do Garcia de Orta recusou hoje que se tenha vivido "caos na urgência" do hospital, considerando que "não se justifica o alarmismo que se está a criar" nos últimos dias quanto ao tempo de espera.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios com Lusa 19 de Janeiro de 2014 às 18:01

"Apesar do pico que ocorreu entre as 16 horas e as 21 horas [de sábado], em que a espera chegou a atingir um pouco mais de 7 horas, devido a um conjunto de situações graves, a situação nem de perto justifica que se fale em caos nas urgências", indica, em comunicado, a administração do hospital localizado em Almada, acrescentando que isso representa "diferenças obviamente abissais" face à informação divulgada nos últimos dias quer na comunicação social quer na sessão plenária da Assembleia da República.

 

A nota de imprensa refere mesmo que o tempo médio nas urgências, no sábado, nunca foi além de 1 hora e 10 minutos para os utentes a quem foi atribuída a cor laranja (considerados entre os mais graves) e 2 horas e 49 minutos para os de cor verde (menos graves), pelo que afirma que, apesar de poderem ocorrer picos de afluência à urgência, "não há qualquer motivo para alarme".

 

Em relação à passada sexta-feira, o comunicado de imprensa recorda que "em sessão Plenária na Assembleia da República, no debate quinzenal com o primeiro-ministro, foi afirmado, que os tempos de espera na Urgência do Hospital Garcia de Orta eram, nesse dia, às 9h30, de 13, 20 e 5 horas de espera". Mas, "na verdade os tempos eram, repare-se, de 2 horas e 30 minutos e de 4 horas para os doentes com a cor amarela e cor verde, respectivamente, não havendo espera para doentes na cor vermelha, laranja e azul”, sublinha o documento.

 

"A população utente do hospital pode estar tranquila e confiar no seu hospital, porque temos todas as condições para prestar um atendimento de qualidade", garante a administração do Garcia de Orta, que ainda assim aconselha os utentes a consultarem, em situações de menor gravidade, primeiro o médico de família antes de se dirigirem à urgência.

 

O Garcia de Orta diz ainda que tem vindo a tomar medidas para melhorar o serviço que presta aos utentes, destacando a contratação de médicos, o trabalho que está a desenvolver com os centros de saúde para que tenham uma consulta para doentes de menor gravidade que recorram à urgência e a criação de um hospital de dia polivalente, "que aumentará a capacidade de atendimento em cerca de 50 doentes por dia e que entrará em funcionamento durante o primeiro semestre deste ano".

 

O Hospital Garcia de Orta serve os cerca de 340 mil habitantes dos concelhos de Almada e Seixal, afirmando o comunicado que "em algumas valências a sua zona de influência extravasa largamente estes dois concelhos, estendendo-se a toda a Península de Setúbal".

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