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Índia e China acertam o passo para Copenhaga

Os dois países assinaram hoje um acordo onde se comprometem a colaborar no combate às alterações climáticas e a defender interesses comuns na Cimeira de Copenhaga, em Dezembro.

Raquel Martins raquelmartins@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 16:43
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A Índia e a China, dois dos países emergentes que se recusam a aceitar limites para as suas emissões de dióxido de carbono, vão unir esforços no desenvolvimento de tecnologias e de programas que permitam mitigar os efeitos das alterações climáticas.

O acordo hoje assinado em Nova Deli, que vai vigorar durante cinco anos, surge a um mês e meio da cimeira de Copenhaga, onde os países de todo o mundo tentarão alcançar um novo acordo global que permita travar as alterações climáticas e o aquecimento global.

Além da colaboração em projectos conjuntos de eficiência energética, energias renováveis e gestão das florestas, os dois países garantem ainda que vão adoptar uma posição comum durante a cimeira do clima. “A Índia e a China estão a colaborar para garantir um resultado justo e equitativo da cimeira de Copenhaga.

Não há diferenças entre os dois países quanto à sua posição negocial”, realçou o ministro indiano do ambiente, Jairam Ramesh no final da cerimónia.“Discutiremos o que podemos fazer para que os resultados de Copenhaga protejam e promovam os interesses dos países em desenvolvimento como a China e a Índia”, acrescentou ainda, citado pela Bloomberg.

Também o vice-ministro chinês para o Desenvolvimento, Xia Zhenhua, se mostrou confiante quanto à cimeira de Dezembro. “A Índia e a China são os países mais vulneráveis às alterações climáticas. Ambos estão a atravessa um processo de rápida industrialização e urbanização. Apesar das questões ainda em aberto, estou confiante de que conseguiremos dar um contributo positivo em Copenhaga”, frisou.

Entre os assuntos que dividem os vários blocos negociais está o esforço financeiros que os países desenvolvidos estão dispostos a fazer para ajudar os países em vias de desenvolvimento a cortar as suas emissões de gases que provocam o efeito de estuda. Por outro lado, os países emergentes têm-se insurgido contra a fixação de limites máximos para as suas e emissões.

Ainda ontem, os ministros das Finanças da União Europeia falharam um acordo sobre a repartição do esforço financeiro para reconversão energética da indústria nos países mais pobres.

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