Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

IFI diz que recuperação económica da Grécia é difícil sem alívio de austeridade

A recuperação económica da Grécia vai ser "difícil" sem o alívio das medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais e sem medidas de apoio, diz o grupo de pressão bancário Instituto da Finança Internacional (IFI).

Negócios 13 de Março de 2013 às 23:51
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

"A recuperação económica na Grécia vai ser difícil de alcançar sem uma redução mais moderada do défice orçamental", indicou o IIF, num relatório onde compara o destino da Irlanda e da Grécia, dois membros da Zona Euro sob a influência da 'troika' [Fundo Monetário Internacional (FMI), União Europeia (UE), Banco Central Europeu (BCE)].

 

Apesar de dois planos de financiamento massivos, em 2010 e 2012, condicionados a um programa de reformas drásticas, os gregos permanecem em profunda recessão, enquanto os irlandeses regressaram ao crescimento económico.

 

A Grécia encontra-se a negociar com os seus credores o desbloqueio de uma nova parte do financiamento. "Um saneamento orçamental mais equilibrado ajudou a Irlanda a atingir o nível de crescimento necessário para assegurar a viabilidade da dívida", refere o documento do IIF, que representa cerca de 450 maiores bancos do mundo.

 

A organização diz que os credores da Grécia "deviam tirar lições" do exemplo irlandês e aliviar a pressão sobre Atenas, depois de já terem suavizado as condições do financiamento em Dezembro.  

 

Na altura adiaram o objectivo da redução da dívida da Grécia para o equivalente a 124% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, contra 120% antes, e baixaram algumas das taxas de juro suportadas pelo país.

 

"Um novo prolongamento do calendário orçamental (...) poderia necessitar um apoio financeiro suplementar, que assumiria a forma de uma nova redução das taxas de juro, para as aproximar ainda mais de taxas de juro historicamente baixas" praticadas pelo BCE, destacou o IIF no seu texto.

 

Em meados de Janeiro, o FMI tinha adiantado que a dívida da Grécia não seria "viável" sem uma ajuda acrescida da UE. Nos últimos meses, a instituição de Washington também se desculpou por ter subestimado o impacto da austeridade no crescimento.

 

Entretanto, hoje, o ministro das Finanças grego anunciou que a Grécia adiou as suas medidas de reforma com os seus credores internacionais, no final de mais um ciclo negocial, perante a ausência de acordo em vários dossiês.

 

"Foram registados importantes progressos em todos os domínios. Mas como há muitos assuntos [a discutir], algumas discussões técnicas permanecem em aberto", disse Yannis Stournaras, em declarações à imprensa. Estas questões vão ser "resolvidas durante o regresso da missão" da 'troika', para a auditoria trimestral, "no final do mês, princípios de Abril".

 

A delegação tripartida, que está na Grécia há uma semana para a auditoria trimestral, de onde deve sair na quinta-feira, irá elaborar um relatório prévio ao desbloqueio, no final de Março, de uma nova fatia de 2,8 mil milhões de euros.

 

A 'troika' exige medidas concretas para que seja cumprido o objectivo de suprimir 150 mil empregos na função pública até ao final de 2015 e quer a aceleração das privatizações, bem como a recapitalização dos quatro principais bancos do país.

Ver comentários
Saber mais Grécia austeridade recuperação económica IFI
Mais lidas
Outras Notícias