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Importações da OPEP e China para Portugal disparam em 2005

O défice da balança comercial portuguesa com países fora da União Europeia agravou-se nos dois primeiros meses deste ano, devido à forte subida nas importações provenientes dos países da OPEP e da China, que está relacionada com as elevadas cotações do pe

O défice da balança comercial portuguesa com países fora da União Europeia agravou-se nos dois primeiros meses deste ano, devido à forte subida nas importações provenientes dos países da OPEP e da China, que está relacionada com as elevadas cotações do petróleo e com a liberalização do comércio de têxteis da China.

As exportações portuguesas para países que não pertencem à União Europeia aumentaram 5,7% em Janeiro e Fevereiro, face ao período homólogo, mas as importações subiram 15,6%, determinando um aumento do défice da balança comercial com países terceiros de 30,1%, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística.

Segundo a mesma fonte, o défice da balança comercial situou-se em 690,4 milhões de euros, o que corresponde a um acréscimo de 30,1% sobre igual período do ano anterior, sendo a taxa de cobertura das importações pelas exportações de 54,4% (menos 5,1 pontos percentuais do que em 2004).

As importações com origem nos países terceiros indicam que a OPEP, os EUA, a EFTA e o Brasil «foram os parceiros mais importantes», com 48,6% do total, contra 47,8% em 2004.

Dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) Portugal importou 350,7 milhões de euros, mais 56,2% que no mesmo período do ano passado. As importações da OPEP têm já um peso de 23,2% no total das compras de Portugal a países fora da UE.

Este aumento estará relacionado com a subida dos preços do petróleo, que no início desta semana atingiram máximos históricos. Nos dois primeiros meses deste ano as importações de combustíveis minerais, onde se inclui o petróleo, aumentaram 43,1%, para 474,6 milhões de euros.

O aumento de 25,4% nas importações da China também contribuiu para o agravamento do défice. Estas dispararam 25,4% para 76,1 milhões de euros e representam já 5% do total.

Esta subida estará relacionada com o facto de as importações de têxteis da China terem sido liberalizadas a partir do início deste ano, provocando um aumento da procura destes produtos provenientes do país asiático.

As importações portuguesas de vestuário aumentaram 25,4% nos primeiros dois meses do ano. Já as exportações portuguesas vestuário caíram 17,5% para 33 milhões de euros, sugerindo que o sector português está a perder quota de mercado. As vendas portuguesas de materiais têxteis caíram 3,6% para 58,2 milhões de euros.

Nas exportações os principais parceiros comerciais foram os EUA, os PALOP e a EFTA, representando no seu conjunto 53,5% do total (49,6% no ano anterior).

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