Ambiente Incêndio em Sintra: meios aéreos reforçam combate às chamas

Incêndio em Sintra: meios aéreos reforçam combate às chamas

Meios de combate aéreo juntam-se aos mais de 750 operacionais que já estão no terreno, apoiados por 223 veículos terrestres. Incêndio mantém-se ainda activo, com "muitos pontos quentes e pontos sensíveis", explicou o comandante que conduz o combate ao incêndio.
Incêndio em Sintra: meios aéreos reforçam combate às chamas
Lusa 07 de outubro de 2018 às 11:25

"São os meios aéreos que estão accionados e a todo o momento começarão a chegar ao teatro das operações", adiantou o comandante Paulo Santos, oficial de operações da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC). Segundo o comandante Paulo Santo, "o incêndio ainda não está dominado", mas "as operações estão a decorrer favoravelmente".

"A cabeça do incêndio mantém-se ainda activa, existem ainda muitos pontos quentes e pontos sensíveis que durante as próximas horas ainda vão ocupar os combatentes", acrescentou.

O incêndio que deflagrou no sábado na serra de Sintra provocou ferimentos ligeiros, afectou uma casa de habitação e obrigou à retirada de 47 pessoas de casa, residentes em habitações das aldeias de Biscaia, Figueira do Guincho, Almoínhas e Charneca.  Há 18 feridos ligeiros, segundo a Protecção Civil. 

Dezoito pessoas ficaram feridas ligeiramente, nove dos quais eram bombeiros, que foram "assistidos no local e que já regressaram ao teatro de operações", disse André Fernandes, num ‘briefing’ da Protecção Civil, onde esteve presente o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreira.


Também foi evacuado o Parque de Campismo da Areia, no Guincho, tendo sido transportados os seus ocupantes para o Pavilhão Dramático de Cascais. O que obrigou à retirada de 300 pessoas do parque de campismo.

Relativamente à retirada das pessoas do parque de campismo de Cascais, o comandante André Fernandes disse que foi "a maior evacuação por precaução" e que decorreu "dentro da normalidade, não havendo vítimas a registar nem danos materiais".


Foram ainda retirados 70 animais do Clube D. Carlos e do Centro Hípico do Estoril, na Charneca, que foram levados para o hipódromo Manuel Possolo, em Cascais


O comandante distrital de Lisboa da ANPC assegurou que "vão ser feitos todos os esforços para dar o incêndio como dominado hoje", sublinhando que, neste momento, não há povoações em risco.

O comandante André Fernandes salientou as melhorias das condições meteorológicas em relação às verificadas nas primeiras 24 horas do incêndio. Apesar da humidade relativa do ar, que vai estar à volta dos 30 graus, ser "uma preocupação", a intensidade do vento, que se vai manter do quadrante norte ao longo do dia, reduziu e a temperatura rondará os 24 graus.

Devido ao fogo, estão cortadas a estrada nacional 247 e a estrada nacional 9-1, que servem o Guincho e a zona do Autódromo do Estoril, informou, apelando à população para não se dirigir para a área afectada pelo incêndio e para deixar "estas vias de circulação libertas para os meios de socorro".

Sobre os danos materiais, André Fernandes disse que alguns apoios de madeira nalgumas áreas habitacionais ficaram danificados e um veículo ligeiro ardeu, adiantando que, neste momento, equipas da GNR, da PSP, polícias municipais de Cascais, Sintra e outros meios das duas câmaras municipais estão a fazer a validação da área afetada para verificação de mais danos do parque habitacional ou edificado.

Às 10:45 estavam a combater o incêndio 753 operacionais com 223 meios terrestres e sete meios aéreos, de acordo com a página de internet da Protecção Civil.

Foram também pedidos reforços dos três pelotões militares e houve um reforço de máquinas de rasto, que vão ser fundamentais para fazer os asseios à volta do perímetro do incêndio, salientou.

"A frente activa que está virada para a Charneca" e a Malveira da Serra "são áreas que nos preocupam porque podem ter algum exponencial para entrar na mancha florestal da serra de Sintra", disse o comandante, assegurando que não vão "baixar a guarda".

"É um incêndio que ainda nos preocupa, temos alguns pontos quentes, que com a alteração pontual do vento podem originar situações mais complexas. Os meios no terreno vão continuar e se houver necessidade serão reforçados", adiantou, acrescentando que agora não há essa necessidade. Contudo, essa avaliação está a ser feita constantemente.

O autarca de Cascais, Carlos Carreiras, realçou o facto de não haver vítimas graves e de não haver outros incidentes a nível do edificado urbano. "Estou convicto que os próximos dias serão de muito trabalho", disse, deixando "um agradecimento e incentivo a todos aquele que vão ajudar a conseguir controlar e a debelar qualquer risco que ainda possa persistir".

O incêndio deflagrou no sábado, às 22:50, na zona da Peninha, serra de Sintra, tendo alastrado ao concelho de Cascais, num combate às chamas muito dificultado pelos ventos que chegaram a ter rajadas de 100 quilómetros por hora.




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