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Incêndios têm um impacto potencialmente «negativo» na Sonae Indústria

Os incêndios que estão assolar o país serão particularmente prejudiciais à Sonae Indústria e a empresa já veio dizer que vai reforçar as importações uma vez que dos 600 hectares de pinheiros que detém em Portugal já viu arder 130. Os analistas do BPI cons

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 24 de Agosto de 2005 às 11:09
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Os incêndios que estão assolar o país serão particularmente prejudiciais à Sonae Indústria e a empresa já veio dizer que vai reforçar as importações uma vez que dos 600 hectares de pinheiros que detém em Portugal já viu arder 130. Os analistas do BPI consideram que a situação é «potencialmente negativa» para a participada da Sonae.

A Sonae Indústria admite aumentar a importação de pinho para as unidades que detém em Portugal devido aos prejuízos causados pelos incêndios, adiantou fonte oficial da «holding» ao «Diário Económico». A mesma fonte explicou que «o futuro está comprometido» em termos de matéria-prima com origem nacional depois dos incêndios terem destruído 130 hectares de um projecto de florestação de pinheiros que a Sonae Industria possuía na Pampilhosa da Serra.

No seu Iberian Daily, os analistas do BPI explicam que esta notícia tem um impacto «potencialmente negativo» na Sonae Indústria já que a madeira é a sua principal matéria-prima.

No entanto, referem que precisam de contactar a empresa para saberem o impacto exacto dos incêndios nos fornecimentos portugueses de madeira, o aumento potencial nos preços das matérias-primas, que a madeira importada poderá representar e se a empresa está apta para passar aos consumidores finais a subida potencial nos preços das matérias-primas.

Os especialistas, que têm uma recomendação de «manter» e um preço-alvo de seis euros para a Sonae Indústria,  relembram que a Península Ibérica representa 31% do valor da empresa em questão.

Resultados da Corticeira Amorim não serão afectados pelos incêndios

Contrariamente à Sonae Indústria, os preços de cortiça da Corticeira Amorim não deverão ser afectados pelos incêndios, uma revelação que é considerada «neutral» pelos mesmos analistas, uma vez que já tinham contactado a empresa que lhes garantiu até preços mais baixos em 2006 do que em 2005.

A Corticeira Amorim disse ontem que este ano os seus lucros não vão ser prejudicados pela seca e pelos incêndios, devendo os preços da cortiça manter-se estáveis. Segundo afirmou à Reuters uma fonte da maior corticeira do mundo, para 2005 as perspectivas de extracção de cortiça são superiores às de 2004, o que compensa o adiamento para 2006 da extracção de 30% da cortiça inicialmente prevista para este ano.

O BPI afirma que a notícia não trouxe novidades já que quando contactou a empresa, a Corticeira Amorim explicou que já tinha garantido os requisitos da cortiça para 2006 com uma média de preços mais baixos do que em 2005. Para além disso, a Corticeira Amorim antecipou-se ao mercado e procurou obter matérias-primas mais baratas do que os seus concorrentes, acrescentam.

No final, o BPI, que tem uma recomendação de «accumulate» e um alvo de 1,35 euros para as acções da Corticeira, relembra que a cortiça representa cerca de 80%dos custos da empresa com matérias-primas.

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