Conjuntura Indicador avançado da OCDE para Portugal cai após dois anos a subir

Indicador avançado da OCDE para Portugal cai após dois anos a subir

O indicador da OCDE recuou para Portugal, mas também para Alemanha, sugerindo que as economias estão a abrandar o seu ritmo de crescimento.
Indicador avançado da OCDE para Portugal cai após dois anos a subir
Miguel Baltazar/Negócios
Eva Gaspar 11 de agosto de 2014 às 13:47

O indicador compósito avançado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), concebido para antecipar em seis a nove meses pontos de viragem na actividade económica em relação à tendência, recuou pelo segundo mês consecutivo para Portugal.

 

O indicador desceu de 102,1 pontos em Maio para 101,9 em Junho, após ter atingindo o máximo de 102,3 pontos nos dois meses imediatamente anteriores, mantendo-se, ainda assim, acima da média de longo prazo (100 pontos) que define a tendência. Esta evolução sugere uma ligeira degradação das perspectivas económicas, após um longo ciclo de subidas mensais iniciado em Junho de 2012, que sinalizou a saída da economia portuguesa recessão, que acabou por ocorrer no segundo trimestre de 2013, pondo termo a dois anos e meio de contracção em cadeia do PIB.

 

A economia portuguesa voltou a "tropeçar" nos primeiros três meses deste ano, ao contrair 0,6% face aos três meses anteriores, tendo embora crescido 1,3% na comparação homóloga (com o mesmo período do ano passado). A primeira estimativa do INE sobre o comportamento da economia no segundo trimestre será divulgada nesta quinta-feira, 14 de Agosto. A maioria dos economistas espera um crescimento face ao trimestre anterior, oscilando as previsões entre 0,2% e 0,8%.

 

Em relação à Zona Euro, o indicador avançado da OCDE manteve-se em 101 pontos em Junho, tendo sido registadas subidas em Espanha e em França, dois grandes parceiros comerciais de Portugal. Contudo, o indicador especifico para a Alemanha recuou ligeiramente, de 100,4 para 100,2 pontos, sugerindo que o motor da economia europeia tenderá a esfriar, como admitem as autoridades alemães.

 

A causa próxima desta desaceleração residirá nas sanções comerciais que se intensificaram sobre a Rússia, o maior parceiro comercial europeu da Alemanha. O Bundesbank já admitiu uma estagnação da economia alemã no segundo trimestre devido ao reforço das sanções sobre o Kremlin decretado após o avião da Malasya Airlines com 298 passageiros e tripulantes ter sido abatido em meados de Julho em território ucraniano, alegadamente por milícias pró-russas.




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