Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Zona Euro deverá manter ritmo de crescimento no terceiro trimestre

O índice PMI, que mede a evolução da indústria e dos serviços da Zona Euro, caiu ligeiramente em Setembro. Contudo, a média do terceiro trimestre é a mais elevada em mais de quatro anos. A Markit Economics prevê que a economia da Zona Euro volte a crescer 0,4% no terceiro trimestre.

Rita Faria afaria@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 10:42
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

O índice de gestores de compras (PMI, na sigla inglesa) para a indústria e serviços da Zona Euro, da Markit Economics, caiu de 54,3 pontos, em Agosto, para 53,9 pontos, em Setembro. Ainda assim, a média do terceiro trimestre está no nível mais alto dos últimos quatro anos, de acordo com os dados revelados esta quarta-feira, 23 de Setembro.

Segundo a Markit Economics, a economia da Zona Euro deverá manter a taxa de crescimento de 0,4% no terceiro trimestre, devido ao aumento das encomendas à indústria e aos pedidos em atraso.

As novas encomendas cresceram ao ritmo mais elevado dos últimos cinco meses, e o indicador que mede a quantidade de matérias-primas compradas pela indústria atingiu máximos de 19 meses, sinalizando um aumento da produção nos próximos meses.

"Numa palavra: resiliência", refere Timo Del Carpio, economista do RBC Europe, em Londres, em declarações à Bloomberg. "Estamos a ver indicadores que apontam para um impulso bastante robusto no terceiro trimestre, apesar da persistente incerteza sobre a procura interna e externa".

O índice referente à indústria na Zona Euro desceu de 52,3 pontos, em Agosto, para 52 pontos em Setembro, enquanto o índice que mede a evolução dos serviços caiu de 54,4 para 54 pontos.

Com a Alemanha a liderar a recuperação da região e a França a mostrar sinais de alguma instabilidade, o Banco Central Europeu (BCE) manteve a perspectiva de mais estímulos se a recuperação económica não for forte o suficiente para impulsionar os preços no consumidor e reduzir o desemprego. Após seis meses de flexibilização quantitativa (QE, na sigla inglesa), o BCE reduziu as suas previsões de crescimento e de inflação até 2017 no início deste mês.

A indústria e os serviços alemães intensificaram as contratações em Setembro, com o crescimento das encomendas a acelerar e os pedidos em atraso a subirem para o nível mais alto em mais de quatro anos, apontando para uma "retoma cada vez mais sustentável no futuro", de acordo com o relatório.

Embora o crescimento da indústria e dos serviços tenha acelerado em França, a sua recuperação económica continua a ser fraca, na medida em que as empresas estão a cortar postos de trabalho para reduzir a capacidade e aumentar a produtividade.

Ver comentários
Saber mais PMI indústria serviços Zona Euro Markit Economics Londres Alemanha França conjuntura macroeconomia economia negócios e finanças BCE
Outras Notícias