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INE confirma corte nas pensões de 1,32% para quem se reformar este ano

O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje que, em 2008, os portugueses viveram, em média, mais 18,13 anos para além dos 65 anos. Como as pensões de reforma passaram a estar dependentes da evolução da esperança média de vida, com a entrada em vigor da reforma da Segurança Social, em 2007, isto significa que quem se reformar este ano terá um corte no valor da pensão de 1,32%. A menos que trabalhe mais tempo para compensar.

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje que, em 2008, os portugueses viveram, em média, mais 18,13 anos para além dos 65 anos. Como as pensões de reforma passaram a estar dependentes da evolução da esperança média de vida, com a entrada em vigor da reforma da Segurança Social, em 2007, isto significa que quem se reformar este ano terá um corte no valor da pensão de 1,32%. A menos que trabalhe mais tempo para compensar.

O chamado “factor de sustentabilidade” tinha sido divulgado em Janeiro pelo Instituto da Segurança Social (a entidade que gere as pensões de reforma) e foi hoje oficialmente confirmado pelo INE, com a publicação da “Tábua Completa de Mortalidade para Portugal 2006 – 2008”.

Este é o segundo ano em que os reformados vão sentir um corte na pensão por via deste “factor de sustentabilidade”. Quem saiu do mercado de trabalho o ano passado sofreu uma redução de 0,56% ou teve de trabalhar mais um mês além da conta “normal”. Este ano, com o crescimento da esperança média de vida, os trabalhadores que se reformarem já levarão uma penalização de 1,32%. O valor crescerá todos os anos, à medida que os ganhos em termos de tempo de vida forem progredindo, e o seu valor exacto só será conhecido no início de cada ano.

O pensionista tem alternativas para remediar o corte no valor da pensão. Desde logo, trabalhar mais tempo. Segundo contas do Instituto da Segurança Social, quem se reformar este ano pode “trocar” a penalização por mais meses de descontos. O acréscimo de meses de trabalho que anulam este corte varia consoante os anos de descontos.

Assim, quem este ano peça para se reformar com 65 anos de idade, terá de trabalhar mais dois meses se tiver descontado 35 ou mais anos para a Previdência. Quem tiver descontado entre 25 e 34 anos precisa de trabalhar mais três meses, e quem tiver descontos entre 15 e 24 anos, precisa de mais quatro meses de trabalho. Uma outra alternativa passa por reforçar os descontos para a reforma, através do fundo público (os certificados de reforma) ou de produtos privados.



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