Conjuntura Inflação na Zona Euro desce para 1,2% e Portugal tem a terceira taxa mais baixa

Inflação na Zona Euro desce para 1,2% e Portugal tem a terceira taxa mais baixa

A inflação de Abril na Zona Euro desceu em linha com o anunciado na primeira estimativa e confirma que a meta do BCE está cada vez mais longe.
Inflação na Zona Euro desce para 1,2% e Portugal tem a terceira taxa mais baixa
Nuno Carregueiro 16 de maio de 2018 às 10:24

O índice de preços no consumidor na Zona Euro aumentou 1,2% em Abril, face ao mesmo mês do ano passado, o que representa um abrandamento na taxa de inflação face aos 1,3% registados em Março.

O valor foi divulgado esta quarta-feira pelo Eurostat e confirma o que foi anunciado na estimativa rápida divulgada a 3 de Maio. Em Abril de 2017 a inflação na Zona Euro estava em 1,9%.

Segundo o gabinete de estatística da Comissão Europeia, os maiores contributos para a taxa de inflação em Abril vieram dos produtos como alimentação, álcool e tabaco, bem como dos serviços e energia.  

Portugal surge com uma das taxas mais baixas da Zona Euro, já que o índice harmonizado de preços no consumidor (IHPC) cresceu apenas 0,3% em Abril face ao mesmo mês do ano passado.

Segundo o Eurostat, apenas o Chipre (-0,3%) e a Irlanda (-0,1%) apresentam taxas de inflação homólogas mais baixas. No topo oposto estão a Roménia (4,3%), Eslováquia (3%) e a Estónia (2,9%).

 

BCE pressionado

 

Os dados conhecidos esta quinta-feira confirmam o desafio enfrentado pelo Banco Central Europeu (BCE) que procura alcançar um crescimento sustentado dos preços na Zona Euro, alinhado com a sua meta de uma subida abaixo mas próxima de 2%.

 

A inflação na Zona Euro tem permanecido persistentemente afastada do objectivo do banco central, o que tem motivado alguma cautela na autoridade monetária, que continua com a sua taxa directora em zero e o seu programa de compra de activos em marcha.

Na última reunião, a 26 de Abril, a entidade liderada por Mario Draghi manteve todas as taxas de juro inalteradas e a promessa de as manter "nos níveis actuais durante um período alargado e muito para além do horizonte das compras líquidas de activos", ou seja, Setembro deste ano.

 




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