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Inflação na Zona Euro cresce para máximo desde Maio de 2001

A taxa de inflação, nos países da zona euro, subiu para 3,1%, ao ritmo mais elevado desde Maio de 2001, superando a estimativa inicial de um avanço de 3%, divulgada em 30 de Novembro, revelou o Eurostat. Mais um dado a pressionar a política monetária do B

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 14 de Dezembro de 2007 às 11:11
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A taxa de inflação, nos países da zona euro, subiu para 3,1%, ao ritmo mais elevado desde Maio de 2001, superando a estimativa inicial de um avanço de 3%, divulgada em 30 de Novembro, revelou o Eurostat. Mais um dado a pressionar a política monetária do BCE.

Este valor é conhecido numa altura em que se receia o abrandamento económico na sequência da crise no mercado de crédito imobiliário nos EUA. Na passada quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana anunciou um plano de acção, em coordenação com o Banco Central Europeu (BCE), o Banco de Inglaterra, o Banco do Canadá e o Banco Nacional Suíço para injectar liquidez nos mercados financeiros, de modo travar os efeitos da crise do "subprime".

O BCE na sua última reunião mensal decidiu manter a taxa de juro de referência da zona euro inalterada nos 4%, tendo, no entanto, sublinhado que as pressões inflacionistas apresentavam uma tendência de forte subida e que os riscos para a estabilidade dos preços do médio prazo estão a aumentar.

No habitual discurso após a reunião, Jean-Claude Trichet, presidente do BCE deixou implícito que o banco poderá voltar a subir as taxas de juro, uma vez que pretende manter a inflação próxima dos 2%.

Trichet referiu que uma vez que os fundamentais da economia do euro permanecem fortes, "o Conselho de Governadores está pronto para actuar para controlar a subida dos riscos para a estabilidade dos preços".

"O BCE enfrenta uma situação difícil", afirmou Veronique Riches-Flores, economista da Dociete Generale em Paris, citada pela Bloomberg.

"A inflação irá permanecer em torno dos 3% nos próximos três ou quatro meses", referiu Giada Giani, economista da Lehman Brothers em Londres. "No curto prazo, os riscos são de alta".

O BCE estima que a inflação irá acelerar para uma média de 2,5%, em 2008, face aos 2,1%, este ano.

Em contraste, a Reserva Federal, o Banco de Inglaterra e o Banco do Canadá cortaram a sua taxa de juro, para prevenir o abrandamento económico.

Na Alemanha, a maior economia da zona euro, a inflação subiu para 3,3%, o ritmo mais acelerado em 12 anos, enquanto que, na Espanha, a taxa cresceu para 4,1% de 3,6% no mês anterior.

O preço do petróleo alcançou níveis históricos próximos dos 100 dólares por barril, no mês passado.

O euro cai 0,6% face ao dólar para 1,4547 dólares.

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