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Inflação alivia para 2,5% na Zona Euro e para 3% em Portugal (act.)

A subida dos preços está mais contida em todos os países do euro, em boa medida porque a economia está a perder dinamismo. Mais um dado que reforça a expectativa de que o BCE não voltará a subir juros, pelo menos até ao fim do ano.

Eva Gaspar egaspar@negocios.pt 17 de Agosto de 2011 às 10:24
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O Eurostat confirmou hoje que a taxa de inflação voltou a recuar na Zona Euro, tendo cedido duas décimas num mês para se fixar em 2,5% em Julho.

Também em Portugal, que persiste a meio da tabela dos países do euro, a subida dos preços continua a desacelerar, tendo a taxa de inflação caído para 3% em Julho, já longe dos 4% registados em Abril.

Por detrás do abrandamento da taxa de crescimento dos preços estará a perda de dinamismo da generalidade das economias europeias, já ontem confirmada pelos dados relativos ao andamento do Produto Interno Bruto no segundo trimestres, que revelaram uma forte travagem nas grandes economias, designadamente na Alemanha que cresceu, em cadeia, 0,1%, quando no trimestre anterior havia progredido 1,3%.

Esta circunstância tenderá a reforçar as expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) acabará por manter inalterada a sua taxa de juro de referência em 1,5%, pelo menos até ao fim deste ano, não obstante a inflação média persistir acima dos 2% “tolerados” pela autoridade monetária do euro.

Até porque sem contar com os produtos energéticos (que, ainda embalados pela recente escalada do petróleo, subiram 11,8%), a taxa de inflação “core” fixou-se em 1,5%.


De acordo com os dados do Eurostat, os 2,5% de inflação na Zona Euro são uma média que resulta de variações amplas nos respectivos países, com a Estónia a registar a mais alta (5,3%) e a Irlanda a mais baixa (1%). Portugal figura a meio a tabela, com uma taxa de inflação em Julho igual à de Espanha.




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