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Institutos europeus melhoram estimativas para a economia alemã. PIB cresce 1,9% este ano

Uma estimativa conjunta, realizada por cinco dos maiores institutos de pesquisa europeus, melhorou as estimativas de crescimento para o PIB alemão, de 1,6% para 1,9% este ano. Para o próximo, são ligeiramente mais pessimistas do que antes.

Rita Faria afaria@negocios.pt 29 de Setembro de 2016 às 10:30
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A economia alemã deverá crescer mais do que o previsto este ano, e menos em 2017. A conclusão é de uma estimativa conjunta de cinco dos maiores institutos de pesquisa europeus, que fornecem dados ao governo alemão.

De acordo com esta previsão conjunta – a Gemeinschaftsdiagnose (GD) – a maior economia europeia deverá crescer 1,9% este ano, apoiada num mercado de trabalho estável e numa subida sólida do consumo. Já no próximo ano, a economia deverá avançar 1,4%, e em 2018, 1,6%.

O mais recente GD, divulgado em Abril deste ano, apontava para uma subida mais tímida do PIB de 1,6% este ano, e ligeiramente superior em 2017 (1,5%).

"O mercado de trabalho ainda está em boa forma e continua a sustentar o consumo privado, enquanto os gastos públicos têm sido impulsionados pelas despesas relacionadas com os refugiados. Isto significa que a actividade doméstica geral é muito forte", afirma Ferdinand Fichtner, chefe do departamento de previsões e política económica do Instituto Alemão de Pesquisa Económica (DIW Berlin).

Em 2017, o número de desempregados registados deverá aumentar. No entanto, a previsão aponta para que a taxa de desemprego se mantenha no mínimo histórico de 6,1%, pelo menos até 2018.

Por outro lado, o número de pessoas empregadas deverá continuar a aumentar, com quase meio milhão de novos postos de trabalho esperados para o próximo ano.

No comunicado emitido esta quinta-feira, os especialistas explicam que o facto de o crescimento do PIB ser menor em 2017 do que em 2016 pode ser explicado "pelo menor número de dias úteis no próximo ano".

Ainda assim, destacam, continuam a existir riscos para a economia alemã. "Em várias partes do mundo, movimentos políticos e sociais estão a tentar desfazer a integração da economia global", sublinha Fichtner.

O trabalho conjunto dos cinco institutos destaca, por exemplo, que a decisão do Brexit poderá impactar a economia alemã nos próximos anos, se a incerteza resultante sobre as futuras relações entre a UE e o Reino Unido afectar as decisões de negócios.

 

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