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Investigadores querem saber se ex-assessor de Trump esteve a soldo do governo turco

Os responsáveis pela investigação sobre a alegada ligação entre Donald Trump e a Rússia pediram à Casa Branca documentos sobre o ex-assessor de segurança nacional do presidente norte-americano, Michael Flynn, que se demitiu no passado dia 13 de Fevereiro.

Antes de ser conselheiro  de Segurança Nacional, Michael Flynn, general de três estrelas e antigo responsável dos serviços secretos no Pentágono, teve encontros com o embaixador russo, Sergey Kislyak. Encontros cujo teor não passou por completo ao vice-presidente, Mike Pence, quando este o convidou para o cargo, segundo o Departamento de Justiça. Na demissão, pediu desculpa ao Presidente e ao vice-presidente por os ter induzido em erro com 'informação incompleta'. Foi a primeira demissão de peso na equipa de Donald Trump, que ainda não está completa. O seu substituto, o tenente-general HR McMaster, foi anunciado na segunda-feira.
reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 05 de Agosto de 2017 às 13:50
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A investigação prossegue e aprofunda-se. Depois de, na quinta-feira, o The Wall Street Journal ter avançado que Robert S. Mueller, procurador especial dos EUA – que está a investigar as possíveis ligações entre a campanha de Donald Trump e a Rússia nas presidenciais do ano passado, tendo alargado a sua investigação ao próprio presidente para analisar os seus negócios financeiros – decidiu convocar a comparência de um grande júri do tribunal federal de Washington, o que significa que a investigação está a intensificar-se e a entrar numa nova fase, hoje o The New York Times diz que foi solicitada à Casa Branca informação sobre Michael T. Flynn (na foto).

 

Flynn, recorde-se, era o assessor de segurança nacional de Trump e demitiu-se no passado dia 13 de Fevereiro, após 24 dias no cargo. A polémica em torno de Flynn surgiu quando o The Washington Post noticiou que o então conselheiro de Trump tinha falado – durante contactos telefónicos com representantes russos, nomeadamente o embaixador russo junto das Nações Unidas, Sergey Kislyak – sobre as sanções impostas pelos EUA à Rússia na sequência da anexação unilateral da Crimeia pela Rússia em 2014.

 

O ex-assessor de segurança nacional de Donald Trump começou por negar esses factos, sendo depois acusado de mentir quando admitiu que o tema das sanções poderia ter surgido durante os telefonemas – alguns dos quais feitos ainda durante a campanha de Trump para as eleições.

 

Por esse facto, Flynn pediu desculpas a Mike Pence [que o tinha defendido em várias ocasiões a respeito desta polémica], reconhecendo que tinha fornecido "informação incompleta" sobre essas conversas ao vice-presidente dos EUA. O tenente-general achou então, por bem, apresentar a sua demissão.

 

Agora, o enredo adensa-se, já que os investigadores de Mueller suspeitam que Flynn poderá ter recebido pagamentos secretos do governo turco nos últimos meses da campanha para as presidenciais norte-americanas.

 

De acordo com o The New York Times, os responsáveis pela investigação questionaram já várias testemunhas sobre os negócios do lobbyista turco-americano Ekim Alpetkin, que terá pago à consultora do general norte-americano, a Flynn Intel Group, 530 mil dólares, ainda durante fase da campanha eleitoral nos EUA. Nessa altura, Michael Flynn assessorava o ainda candidato republicano.

 

A consultora de Flynn recebeu esse dinheiro para levar a cabo uma campanha no sentido de descredibilizar um opositor do governo turco, Fetullah Gulen, que foi acusado de orquestrar a tentativa de golpe de Estado de há um ano na Turquia. Alpektin já negou publicamente que tenha algo a ver com esses pagamentos.

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