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Investimento e consumo das famílias sustentaram crescimento da economia em 2007

O investimento e o consumo das famílias foram as componentes do produto interno bruto que mais contribuíram para o seu crescimento em 2007, numa altura em que as exportações desaceleraram, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de

Maria João Soares mjsoares@negocios.pt 10 de Março de 2008 às 11:19
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O investimento e o consumo das famílias foram as componentes do produto interno bruto que mais contribuíram para o seu crescimento em 2007, numa altura em que as exportações desaceleraram, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A economia portuguesa cresceu 1,9%, em 2007, registando a maior expansão desde 2001, depois de ter acelerado para 2% no quarto trimestre .

O padrão de crescimento em 2007 foi diferente do observado em 2006. O INE explica que o aumento do PIB no ano passado foi marcado por uma aceleração da procura interna quando, em 2006, beneficiou, sobretudo, da procura externa, com a aceleração das exportações.

A procura interna cresceu 1,6%, em 2007, em aceleração face ao crescimento de 0,3% registado em 2006.

O investimento foi o principal responsável pela aceleração da procura interna, tendo aumentado 3,2% depois de ter diminuído 0,8%, no ano anterior. A formação bruta de capital fixo em máquinas e equipamnetos foi a componente que mais contribuiu para a evolução do investimento tendo aumentado 6,9%, em 2007 acelerando face ao crescimento de 1,4% registado em 2006.

O investimento em material de transporte destacou-se com um aumento de 10,4% mas desacelerou face a 2006.

As despesas de consumo final das famílias residentes aceleraram, crescendo 1,5% depois de terem aumentado 1,1% em 2006.

Os gastos das famílias centraram-se sobretudo nos bens duradouros, aumentando 3,7% contra uma diminuição de 1,8% em 2006.

As despesas de consumo final das administrações públicas aumentaram 0,3% em 2007. Em 2006 tinham diminuído 1,2%.

Exportações desaceleram e importações aceleram

As exportações de bens e serviços cresceram 7,1%, em 2007, desacelerando face ao crescimento de 9,2% registado em 2006.

Já as importações aumentaram 5,4%, em 2007, "reflectindo uma procura interna mais dinâmica", explica o INE. Em 2006 as importações tinham crescido 4,6%.

O abrandamento do crescimento das exportações foi determinado pela componente de bens e serviços, que cresceu 5,6% depois de ter aumentado 8,4% em 2006.

As importações foram impulsionadas, sobretudo, pela componente de bens uma vez que a componente de serviços desacelerou.

A desaceleração das exportações "em conjunto com a aceleração das Importações de Bens e Serviços, conduziu a uma redução do contributo da procura externa líquida para o crescimento do PIB (0,1 p.p. em 2007 e 1,1 p.p. em 2006)", refere o INE.

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