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Irlanda apostada em sair do programa de resgate e conduzir UE na retoma

"O ano de 2013 vai ser muito importante para a Irlanda. Queremos ser o primeiro país a emergir do programa de assistência da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional", disse o chefe da diplomacia do país.

FMI passa novo cheque à Irlanda
Lusa 17 de Dezembro de 2012 às 15:00

A Irlanda quer sair, em 2013, do programa de assistência financeira e ser um "país em recuperação a conduzir a recuperação na Europa", afirmou hoje o chefe da diplomacia irlandês na apresentação da presidência de turno da UE.

 

Eamon Gilmore falava numa conferência de imprensa conjunta com o ministro dos Assuntos Europeus de Chipre, Andreas Mavroyiannis.

 

Mavroyiannis fez o balanço da presidência cipriota da União Europeia, que decorreu no segundo semestre do ano, e Gilmore apresentou os objectivos da presidência irlandesa, que vai decorrer no primeiro semestre de 2013.

 

A "passagem de testemunho" para a Irlanda, que vai realizar a sétima liderança rotativa do bloco europeu, acontece a 31 de Dezembro.

 

"O ano de 2013 vai ser muito importante para a Irlanda. Queremos ser o primeiro país a emergir do programa de assistência da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional, assegurando-nos de que a retoma e o crescimento trarão empregos. As nossas prioridades nacionais são semelhantes às da nossa presidência da UE", declarou.

 

Sob o lema "Pela estabilidade, emprego e crescimento", a presidência irlandesa da UE aponta como prioridade trabalhar para a efectiva retoma económica da Europa, através do reforço da governação económica, estímulo da competitividade e investimento no crescimento e criação de emprego, com uma aposta em particular no combate ao desemprego jovem.

 

Para alcançar esses objectivos, a Irlanda vai trabalhar para concluir acordos comerciais com parceiros-chave, que há muito estão a ser negociados. A conclusão destes acordos pode representar o equivalente a 2 por cento da riqueza da UE, afirmou Gilmore.

 

"Temos de explorar o potencial de acordos comerciais, designadamente com os Estados Unidos, Canadá, Japão e Singapura", acrescentou.

 

A união bancária é uma outra área em que Dublin espera alcançar progressos, pretendendo aproveitar o "momentum" depois do acordo alcançado na semana passada sobre o supervisor único europeu para avançar para os passos seguintes, nomeadamente, o sistema de resolução dos bancos e os sistemas de garantia de depósitos.

 

O outro grande objectivo da presidência irlandesa é contribuir para a conclusão das negociações sobre o orçamento plurianual da UE para 2014-2020, com Dublin a indicar que "tudo fará" para ajudar o presidente do Conselho, Herman van Rompuy, a fechar um compromisso no início do ano.

 

O ministro dos Assuntos Europeus de Chipre fez um balanço positivo da presidência semestral da UE, a primeira da história do país.

 

Entre os feitos alcançados "não pela presidência cipriota, mas pela União durante a presidência cipriota", Mavroyiannis destacou o acordo sobre o supervisor bancário europeu e os acordos sobre a patente europeia -- alcançado após 30 anos de negociações -, sobre o orçamento para 2013 e sobre as agências de notação.

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