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Irlanda corta salários dos funcionários públicos para reduzir o défice

Professores, enfermeiros, polícias e até mesmo o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, irão sofrer cortes salariais já no próximo ano, de acordo com as medidas anunciadas pelo ministro das Finanças irlandês, Brian Lenihan. Ao todo, a Irlanda espera reduzir a despesa em seis mil milhões de euros nos próximos dois anos.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 10 de Dezembro de 2009 às 09:30
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Professores, enfermeiros, polícias e até mesmo o primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, irão sofrer cortes salariais já no próximo ano, de acordo com as medidas anunciadas pelo ministro das Finanças irlandês, Brian Lenihan. Ao todo, a Irlanda espera reduzir a despesa em seis mil milhões de euros nos próximos dois anos.

As reduções salariais na função pública permitirão à Irlanda arrecadar cerca de mil milhões de euros só no próximo ano, de acordo com as contas do ministro Brian Lenihan. Com o exemplo a vir de cima, o próprio primeiro-ministro, Brian Cowen, sofrerá um corte de 20% no seu salário e os outros ministros deverão sentir uma redução de 15%.

Cortes de benefícios e novas taxas ambientais sobre o combustível foram outras das medidas apresentadas pelo ministro das Finanças, e que constam no orçamento entregue na terça-feira, que disse ainda que a Irlanda deverá voltar a crescer nos próximos seis a nove meses.

O PIB, segundo este, cairá em média 1,25% em 2010, depois da quebra de 7,5% observada este ano. Brian Lenihan espera que o défice passe dos 11,7% deste ano para os 2,9% em 2014, em linha com as regras da União Europeia, de acordo com a Bloomberg.

Os irlandeses estão deste modo a seguir as recomendações das agências de ‘rating’ que aconselham uma redução do défice pelo lado da despesa. “Ao tomarmos as medidas difíceis mas necessárias agora vamos reconstruir a auto-confiança da nossa Nação e a nossa reputação no exterior”, explicou o ministro, citado pela Associated Press.

Caso o plano que está a ser posto em marcha perla Irlanda não resulte, o país, a braços com a pior recessão da história moderna, pode ser obrigado a pagar juros mais elevados sobre as obrigações da sua dívida, piorando a situação.

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