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ISEG: PIB cresceu 0,3% em cadeia e 1,1% em termos homólogos no primeiro trimestre

O Grupo de Análise Económica do ISEG estima que a economia portuguesa tenha crescido 0,3% em cadeia e 1,1% no primeiro trimestre de 2016 face ao mesmo trimestre do ano anterior.

Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 18 de Abril de 2016 às 19:32
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"Estima-se que no primeiro trimestre de 2016 o Produto Interno Bruto (PIB) poderá ter crescido 1,1% em termos homólogos e 0,3% em cadeia", afirma o Grupo de Análise Económica do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), na síntese de conjuntura de Abril, divulgada esta segunda-feira.

 

Para os economistas do ISEG, o primeiro trimestre foi "atípico, influenciado por acontecimentos particulares", detectando um "crescimento homólogo mais forte do consumo privado, menor formação bruta de capital fixo (mais material de transporte, mas menos construção) e um contributo mais negativo da procura externa líquida".

 

Assim, o impacto final sobre o crescimento do PIB apresenta-se "tendencialmente inferior ao do trimestre anterior", refere o grupo do ISEG, salvaguardando que a estimativa é feita com dados disponíveis até 14 de Abril.

 

"A evolução dos indicadores de clima em Portugal mostra alguma indefinição em relação ao andamento da economia portuguesa no primeiro trimestre de 2016, mas esteve melhor que os correspondentes indicadores para a área euro, caracterizados por uma descida", afirmam os economistas do ISEG.

 

O ISEG prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) português cresça entre 1,5% e 1,9% em 2016, dependendo do desempenho da economia europeia e mundial e de maior ou menor fuga do crescimento da procura interna para o exterior.

 

No Orçamento do Estado para 2016, o Governo estima que o PIB avance 1,8% este ano, mais optimista do que as organizações internacionais (o Fundo Monetário Internacional antecipa um crescimento económico de 1,4% e a Comissão Europeia de 1,6%), mas também do que do Banco de Portugal, que estima um crescimento de 1,5% do PIB.

 

Por sua vez, o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa (NECEP) da Universidade Católica é o mais pessimista face às previsões de crescimento económico este ano, estimando que o PIB cresça 1,3% em 2016.

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