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Islândia aconselha periféricos a não seguirem o seu modelo de recuperação

A Islândia recomenda aos três países que já recorreram à ajuda externa financeira que não sigam o mesmo modelo que Reiquejavique.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 15 de Junho de 2011 às 17:12
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Steingrimur J. Sigfusson, ministro das Finanças da Islândia, advertiu hoje os países que já pediram ajuda financeira internacional a não seguirem o modelo islandês de recuperação. O responsável, numa entrevista na capital Reiquejavique citada pela Bloomberg, avançou que “as pessoas deviam ter cuidado quando fazem comparações entre a Islândia e a Grécia, Portugal, Espanha e Irlanda”.

“A Islândia não teve a capacidade para salvar os bancos. Tentar reescrever os acontecimentos que conduziram a isso, eventualmente, como uma espécie de exportação de produto, é irresponsável” alertou Steingrimur J. Sigfusson.

Em 2008, a Islândia viu-se arrastada para uma crise que a conduziu a um pedido de ajuda financeira junto do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Até 1980, a Islândia foi um país considerado pobre. Nos anos que se seguiram, a Islândia conseguiu prosperar, tendo sido mesmo considerada uma das grandes economias da Europa. No entanto, este cenário sofreu um revés com a crise financeira internacional.

A crise económica internacional, a avultada dívida externa e desvalorização da moeda islandesa ditaram o colapso de três bancos islandeses e consequente nacionalização. O “default” dos bancos ascendeu a 85 mil milhões de dólares. Reiquejavique acabou por sucumbir e ser forçado a pedir ajuda.

Na altura o FMI concedeu um empréstimo ao país e três anos mais tarde, a Islândia conseguiu recorrer aos mercados financeiros para se financiar.

Mas nem tudo foi simples na Islândia. A população sofreu uma quebra na ordem dos 20% no seu rendimento líquido, um ajuste da inflação com os preços a sofrerem um aumento na casa dos 20% e um desemprego a subir, durante este período, para perto dos 10%. Antes da crise a Islândia tinha uma taxa de desemprego na ordem de 1%. Agora, o número cifra-se na casa dos 10%, de acordo com a Bloomberg.
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