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Islândia compensará britânicos e holandeses pela crise bancária

O Parlamento islandês aprovou, ontem, uma lei para compensar os depositantes britânicos e holandeses pelas perdas motivadas pela crise financeira que provocou a nacionalização do sector bancário islandês há um ano.

Marlene Carriço marlenecarrico@negocios.pt 31 de Agosto de 2009 às 11:39
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O Parlamento islandês aprovou, ontem, uma lei para compensar os depositantes britânicos e holandeses pelas perdas motivadas pela crise financeira que provocou a nacionalização do sector bancário islandês há um ano.

A lei prevê o pagamento de 3.500 milhões de euros aos governos da Grã-Bretanha e da Holanda, que por sua vez, garantiram empréstimos aos depositantes que perderam os investimentos com o colapso do Icesave, a divisão de Internet do Landsbanki, nacionalizado pelo Estado islandês.

A proposta aprovada pelo Parlamento estabelece um prazo de 15 anos para completar o pagamento e terá em conta “certos critérios e pré-condições para assegurar a evolução sustentável da dívida pública e para permitir à Islândia restaurar o seu sistema financeiro e a sua economia enquanto enfrenta as suas obrigações internacionais”, segundo um comunicado difundido pelo Governo e citado pelo "El País".

A primeira-ministra islandesa, a social-democrata Jóhanna Sigurdardóttir, ressalvou que esta lei supõe o “maior” compromisso financeiro adoptado pelo Governo na sua história e destacou a necessidade de assegurar a recuperação económica da Islândia.

A aprovação da Lei Icesave, como é conhecida, chega após dez semanas de debates parlamentares, depois de o Executivo islandês ter chegado a acordo com os governos da Grã-Bretanha e na Holanda, em Junho. Os protestos forçaram alterações ao acordo original para fazer avançar a lei, o que obrigará o governo a procurar novos empréstimos internacionais para conseguir executar o pagamento.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros países, liderados pelos países nórdicos, deram, há alguns meses atrás, à Islândia uma ajuda em empréstimos de quase 4.200 milhões de euros.

O FMI já tinha ameaçado paralizar os empréstimos caso a Islândia se negasse a aprovar a Lei Icesave, enquanto os governos britânico e holandês tinham insinuado que bloqueariam o pedido de ingresso à União Europeia deste país nórdico.

“Os islandeses foram condenados à pobreza nos próximos 40 anos”, disse Hoskuldur Thorhallsson, deputado do partido da oposição do Progresso, referindo-se à nova lei.

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