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Itália lidera subida do risco de incumprimento

O risco de Itália ser o próximo país a pedir ajuda externa está a aumentar, com os investidores a fazerem disparar os CDS para máximos.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 11 de Julho de 2011 às 17:21
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A crise da dívida soberana que assola a Europa aparenta estar longe do fim. Grécia, Irlanda e Portugal foram três “vítimas” da pressão dos mercados. Mas a lista pode aumentar. Os mercados estão apostar que a próxima “vítima” seja a Itália.

E é a Itália - a terceira maior economia da Zona Euro, seguida da Alemanha e da França - que está em níveis recorde no que diz respeito aos “credit default swaps” (CDS) - seguros que servem de protecção caso um País entre em incumprimento. Segundo a Bloomberg, os CDS da Itália subiram 48 pontos base para os 297 pontos, de acordo com os preços da CMA às 15h30.

Para Padhraic Garvey, responsável pelo mercado de dívida na ING Groep NV, em Amesterdão, citado pela agência de informação norte-americana, o mercado está “muito nervoso e existe um grande receio que a crise possa alastrar dos países periféricos que estão em “stress” para o resto da periferia”. O responsável sublinha que “enquanto não houver um plano em prática, os mercados financeiros vão especular e extrapolar o pior cenário”.

Esta tarde os juros da dívida pública italiana, no mercado secundário, de acordo com os preços genéricos da Bloomberg, na maturidade de dois anos estão a negociar nos 4,206%, enquanto a cinco anos estão nos 5,178% e a dez anos nos 5,687%. Já os juros da dívida pública portuguesa, no mercado secundário, a dois anos estão nos 18,253%, a três anos nos 19,888%, a cinco anos nos 17,299% e, por fim, com maturidade a dez anos os juros transaccionam nos 13,385%, de acordo com a mesma fonte.
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