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Itália: Presidente do Conselho Europeu saúda "rigorosas" medidas de austeridade

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, saudou hoje as "rigorosas" medidas financeiras adoptadas pelo Governo do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, para alcançar o equilíbrio orçamental.

Lusa 14 de Agosto de 2011 às 14:03
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"Apoio plenamente e saúdo as medidas financeiras oportunas e rigorosas" levadas a cabo por Itália, indicou Van Rompuy, depois de ter mantido uma conversação telefónica com Berlusconi.

"Essas medidas aprovadas são crucialmente importantes não só para Itália como para toda a Zona Euro", indicou.

O Governo italiano aprovou um novo plano de ajuste de 45 mil milhões de euros, com o que pretende alcançar o equilíbrio orçamental em 2013, para acalmar a preocupação dos mercados com a situação que atravessam as finanças públicas do país.

Roma implementará a "contribuição solidária", que agrava com 5% os salários superiores a 90 mil euros ao ano e com 10% os que excedam os 150 mil ao ano, dedutíveis por um período de três anos a partir de 2011.

A redução de custos chegará também à política, porque Itália considera que é necessário diminuir o número de parlamentares e especificar as funções de Senado e Câmara de Deputados, para assim reduzir os gastos da actividade legislativa.

Em relação aos salários dos parlamentares, sofrerão um corte de 20% os que superem os 150 mil euros anuais.

O Governo italiano aposta ainda na supressão das províncias com menos de 300 mil habitantes ou três mil quilómetros quadrados de superfície.

Por outro lado, a idade da reforma, até agora estabelecida nos 65 anos no caso dos homens e nos 60 no caso das mulheres, passará para os 67 anos nos próximos cinco anos e, em 2050, poderá ir até os 70 anos.

O decreto-lei contempla ainda um aumento do imposto sobre os rendimentos financeiros, de 12,5% para 20%, subida de que apenas ficam isentos os títulos da dívida pública. O texto inclui também o endurecimento da luta contra a evasão fiscal.

O Governo italiano também se comprometeu a introduzir a obrigação de fechar o ano com um equilíbrio nas contas.
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