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Itália quer que Alemanha deixe de se opor à ajuda directa a bancos

O primeiro-ministro e o presidente do banco central de Itália querem que Angela Merkel deixe de se opor a um esforço mais agressivo de combate à crise, que poderá passar por conceder ajuda directa aos bancos em dificuldades.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 13:42
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Mario Monti, líder do Governo italiano, apelou à Alemanha para que “reflectisse profundamente, mas depressa” sobre acelerar e reforçar os esforços de combate à crise orçamental europeia, durante uma conferência da União Europeia em que participou por videoconferência.

“Os países nucleares do sistema [monetário europeu] e que tiveram o enorme mérito de inculcar uma cultura de estabilidade na União Europeia, sobretudo a Alemanha, deveriam pensar profunda mas rapidamente”, disse Monti, citado pela Bloomberg. “A Europa deve mesmo acelerar os esforços, como a Comissão Europeia está a fazer, de forma a limitar o contágio” da crise orçamental.

Ao lado do primeiro-ministro está o presidente do banco central de Itália, Ignazio Visco, que também pressionou a chanceler alemã a apoiar uma proposta da Comissão Europeia para que os fundos de resgate (FEEF e MEE) da Zona Euro possam ajudar os bancos directamente.

Em Roma, o presidente do banco central de Itália defendeu “a possibilidade de intervir imediatamente nos mercados de activos e directamente a favor dos bancos, com procedimentos que são mais flexíveis e menos penalizadores para os beneficiários de países que respeitem as regras”.

A Alemanha tem-se oposto ao financiamento directo da banca porque isso permitiria aos países contornar as exigências para receberem ajuda externa, reduzindo o incentivo para realizar as reformas incluídas nos programas de ajustamento.
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