Europa Itália: Pode haver coligação maioritária ou governo de transição

Itália: Pode haver coligação maioritária ou governo de transição

Marco Lisi professor de Estudos Políticos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas fala sobre as eleições italianas e não exclui cenários.
David Santiago 06 de março de 2018 às 10:19
Marco Lisi
Professor de Estudos Políticos na FCSH

As eleições produziram um parlamento bloqueado. E agora?
Pode emergir um governo de coligação que assegure uma maioria no parlamento (há diversas combinações possíveis). Ou um governo de transição (minoritário ou tecnocrático) para implementar determinadas reformas. O cenário de novas eleições é menos provável sem uma alteração à lei eleitoral. Dificilmente novas eleições dariam um resultado diferente.

O 5 Estrelas quer governar. Conseguirá apoio para chegar à maioria?
Depende das negociações. A eleição para o presidente da Câmara dos Deputados e do Senado será uma prova da possível convergência com outras forças políticas. Programaticamente existem vários pontos de contacto, quer com a Liga Norte (em matéria de imigração ou Europa), quer com o PD (políticas sociais).

A Liga também quer governar. Isso reforça um cenário de acordo entre Di Maio e Salvini?
Depende de quais serão as prioridades do próximo governo e, neste ponto, o presidente pode ter um papel importante. O M5S e a Liga Norte têm pontos de convergência mas também grandes contradições. Teriam de abdicar de algumas das suas prioridades, o que teria efeitos negativos para os seus respectivos eleitorados.

Sem maioria, o que pode fazer o presidente Sergio Mattarella?
Pode convocar novas eleições ou tentar 'forçar' um governo tecnocrático que benefice de uma maioria parlamentar.





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comentários mais recentes
Anónimo 06.03.2018

O Renzi previa fazer uma reforma séria da administração pública que incluía modernizar e liberalizar o mercado laboral e os dos restantes factores produtivos, à imagem e semelhança dos nórdicos. O anarco-sindicalismo, que é transversal à classe média de todo o sul da Europa, ficou logo de pé atrás e como tem poucos escrúpulos na hora de meter a mão no dinheiro dos outros, sejam eles contribuintes ou consumidores, deu em debandar a passo largo para a esquerda e para a direita, pouco se importando com os extremismos de um ou do outro lado.

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