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Itália reduz impostos a 16 milhões de pessoas a partir de julho

O Governo italiano aprovou um corte de impostos que abrange 16 milhões de trabalhadores com rendimentos anuais entre 28.000 e 40.000 euros, a partir de 01 de julho, anunciou hoje o ministro da Economia, Roberto Gualtieri.

EPA
Lusa 26 de Junho de 2020 às 15:02
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Segundo a agência de notícias EFE, o ministro da Economia italiano destacou que esta medida é o primeiro passo de uma reforma mais ampla que o executivo quer aprovar, para diminuir a pressão fiscal sobre os trabalhadores e as empresas.

Esta medida representa uma redução de 7.000 milhões de euros nos impostos sobre os rendimentos.

A intenção do Governo italiano é a de aumentar o poder de compra das famílias, incentivando, assim, o consumo e, consequentemente, revitalizando a economia, face à crise decorrente da pandemia de covid-19.

Agora, 11 milhões de pessoas que recebem até 28.000 euros por ano poderão ver a sua folha de pagamento mensal aumentar em 100 euros líquidos e quase cinco milhões de trabalhadores com rendimentos até 40.000 terão uma redução de imposto proporcional, disse Roberto Gualtieri, sem dar, para já, mais detalhes.

O titular da pasta da Economia também confirmou que o executivo liderado por Giuseppe Conte está a considerar reduzir o imposto sobre o valor acrescentado (IVA), mas admitiu que "os recursos são limitados e devem ser usados da maneira mais útil possível".

O ministro da Economia lamentou ainda os "atrasos inaceitáveis" nos últimos meses no pagamento de subsídios públicos a funcionários sujeitos a interrupções temporárias e enfatizou que estão a ser feitos esforços para acelerar o tempo para pagar a todos os afetados o mais rápido possível.

O governo italiano estima uma contração da sua economia de 8% em 2020, um défice de 10,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma dívida superior a 155% do PIB.

Para mitigar os efeitos negativos do novo coronavírus, Roma aprovou dois pacotes de estímulo de até 80 mil milhões de euros para ajuda a famílias e empresas e um sistema de garantia pública de até 400 mil milhões de euros em empréstimos a empresas.
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