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Jardim critica classe política que não quer "dar passos audaciosos" para mudar o País

O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, criticou hoje a falta de vontade da classe política continental para dar "saltos audaciosos" para mudar Portugal.

Lusa 26 de Outubro de 2012 às 17:57
"Temo muito porque não vejo a classe política Continental a querer dar saltos audaciosos para o futuro do país. O que vejo é que vão-se acusando uns aos outros, vão todos chorando o passado, mas não querem mudar o presente, porque sem mudar o presente não se conquista o futuro", afirmou o líder madeirense na visita a uma exploração agrícola no Caniço, no concelho de Santa Cruz.

Jardim declarou ser necessário "continuar a lutar contra essas dificuldades todas", insistindo que "Portugal está amarrado a compromissos que não pode fugir".

"Mas, por outro lado, pode suportar se politicamente mudarmos o regime político português, se mudarmos uma Constituição e um conjunto de leis que não deixam o país encontrar soluções diferentes e sempre que país precisa de dinheiro, em vez de se abater no Estado, nos serviços que não são precisos para nada, deita-se mais impostos em cima do contribuinte. Isto não pode ser", declarou o governante insular.

E adiantou: "Tenho muita honra em ser português, mas sobretudo sou madeirense, e se o Estado português não tiver visão para sair deste impasse em que nos meteu a todos, não somos obrigados a afogarmo-nos com o Estado português".

Jardim disse ainda que "faz comichão" em Lisboa continuar a fazer inaugurações na Madeira no actual contexto de dificuldades, porque "aquilo está para lá tudo parado" e "cortaram tudo" à região.

"Eles em Lisboa ainda ficam mais desconfiados", sublinhou, anunciando que na próxima semana efectuará mais duas inaugurações e salientou a "fibra madeirense, a maneira de ser do madeirense mesmo face às dificuldades".

Questionado pelos jornalistas sobre as notícias relacionadas com a suspensão de verbas para a região, o líder regional apenas respondeu: "Não sei nada disso".

A exploração agrícola de floricultura e fruticultura hoje visitada tem uma área de 3.950 metros quadrados, dos quais 2.400 são em estufa, tendo representado um investimento superior a 310 mil euros, sendo apoiado em 139 mil pelo Governo Regional e fundos comunitários.

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