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Jardim rejeita postura de "submissão à República"

O presidente do PSD/Madeira rejeitou segunda-feira qualquer postura de "subordinação à República" por parte do partido na região, alertando que, se isso vier a acontecer, poderão surgir outros movimentos autonómicos no arquipélago.

Lusa 30 de Setembro de 2014 às 00:32
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"Entendo que não pode haver situação de subordinação à República, por muita força que os centralismos venham ganhando por causa das crises recentes", declarou Alberto João Jardim aos jornalistas esta noite, no final da reunião da comissão política regional do PSD/Madeira.

 

Jardim declarou que, enquanto for presidente do Governo Regional da Madeira e do PSD neste arquipélago, "a luta pela autonomia não acaba", acrescentando que "se alguém quiser transformar o PSD/M num partido submisso a Lisboa, se calhar outros movimentos autonómicos acabarão por surgir na Madeira".

 

O líder madeirense realçou que a reunião da comissão política "foi rápida", durou cerca de uma hora, e serviu "para dar informação sobre as questões principais da governação", numa altura em que decorre o processo de apresentação de candidaturas à liderança. "Evito meter-me no processo, no qual estou absolutamente distante", vincou, realçando que vão continuar a realizar-se as exposições para mostrar o património dos 40 anos da vida do partido, sendo o próximo local o concelho de Câmara de Lobos.

 

Jardim admitiu recear que "quando se entra nestes processos eleitorais internos" se possa pensar que "o partido se resume a umas criaturas que concorrem à liderança". "O que está a suceder dentro do PSD/M, que é normal e tenho muito orgulho que um partido como o PSD tenha possibilidade o aparecimento de cinco candidatos a liderança [Miguel Albuquerque, Miguel Sousa, Sérgio Marques, Manuel António Correia e João Cunha e Silva], mas isso é apenas uma parcela da vida partidária, o partido não se resume a isso. Isso é um aspecto minoritário da vida do partido, a disputa entre esses cinco cavalheiros", argumentou.

 

O líder madeirense insistiu que os candidatos devem "clarificar melhor as suas posições" em relação à autonomia, à comunicação social, devem ser denunciados os que apoiaram os partidos da oposição nas últimas autárquicas. Para Jardim, os candidatos devem também deixar-se de "debates televisivos frouxos, começando a falar das grandes questões da vida da Madeira".

 

Jardim alertou que aos adversários do PSD/M, sobretudo os interesses económicos, interessa "banalizar o partido", porque deixando de haver a "hegemonia" social-democrata, conseguirão "instrumentalizar todo os partidos". "É preciso ter muito cuidado nas definições quanto ao futuro para não deixar o debate interno do PSD/M ser arrastado para questões medíocres que acabariam por banalizar o partido, fazendo-o igual aos outros partidos madeirenses", opinou.

 

O início, na quarta-feira, de mais uma sessão parlamentar na Assembleia Legislativa da Madeira foi outro ponto da agenda de trabalhos da reunião da comissão política, tendo sido abordada a "estratégica montada" com o grupo parlamentar.

 

"Há uma mensagem que quero deixar aos partidos da oposição: não é pelo facto de estarmos em eleições internas que vamos facilitar-lhes a vida. Pelo contrário, o que foi aqui resolvido é que a nossa posição não só será a mesma dura de sempre, como ainda será mais endurecida para não dar a impressão de que o partido está a arribar por causa das eleições internas", concluiu o líder social-democrata madeirense.

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