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Jardim: Só com maioria PSD o Governo se sentirá apertado para negociar

O líder do PSD-Madeira sustentou quinta-feira que a forma de pressionar o Governo da República a negociar a dívida pública da região é o partido alcançar uma "maioria esmagadora" nas eleições legislativas de 09 de Outubro no arquipélago.

Lusa 30 de Setembro de 2011 às 07:51
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Alberto João Jardim falava a centenas de militantes e simpatizantes do PSD num comício na freguesia do Estreito da Calheta, no concelho da Calheta, na zona oeste da Madeira, aquela onde o PSD-M regista a "mais alta percentagem de votos", mencionou.

"Deixemo-nos de histórias, porque nenhum dos oito partidos da oposição tem pedalada para ganhar ao PSD. Só podem fazer sombra ao PSD se os oito se juntarem", argumentou Jardim, salientando que estas forças políticas vão dos comunistas à extrema-direita e que se juntassem seria "uma salada russa e significaria o fim do desenvolvimento" desta região.

Segundo o líder insular, "ou há uma forte maioria absoluta do PSD ou a Madeira torna-se ingovernável. Ou há uma forte maioria absoluta do PSD para negociar com o Governo da República a dívida... ou então não são estes pequenos partidos que vão conseguir negociar com Lisboa".

Alberto João Jardim sustentou que "a única maneira de Lisboa se sentir apertada para negociar é ter o seu próprio partido a frente do Governo da Madeira e a representar uma maioria imensa de povo madeirense".

O presidente do PSD-M voltou a admitir que fez dívida na região, sublinhando que "não há grande grupo económico do mundo e nenhum multimilionário que não tenha dívida aos bancos", opinando que as críticas surgem dos "analfabetos, os que não percebem nada de economia e estão meramente resignados a teorias universitárias que puseram a Europa no estado em que está".

Por esta razão, disse: "Temos dívida graças a Deus, mas temos as coisas. Agora, temos que saber negociar com o Governo da República, mas o povo sabe que em todas as circunstâncias nestes 30 anos soube sempre negociar e a Madeira saiu-se sempre bem", realçou.

Quando reafirmou os seus quatro objectivos para os próximos quatro anos, começando pela regularização das finanças da região, Alberto João Jardim salientou que a Madeira vai "negociar, mas não venham com tretas", declarando que os sacrifícios e os benefícios têm de ser iguais para todos os portugueses.

"Nem pensar dizer que madeirenses têm que pagar mais do que os outros", garantiu.

O episódio dos dirigentes do PND que se barricaram quarta-feira durante cerca de 10 horas nas instalações do Jornal da Madeira, no Funchal, foi mencionado no discurso de Jardim neste jantar-comício, considerando que se tratou de "um ataque à liberdade de imprensa e de expressão na Madeira".

O líder madeirense garantiu que enquanto for presidente do Governo Regional "as liberdades e ordem pública estão asseguradas. Na Madeira haverá paz, ordem e respeito por cada um e por aquilo que é de cada um".

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